quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Herbalife: Barra de Proteína? Será Mesmo esse o Nome Correcto para este Produto?

Não é a primeira vez que escrevo sobre os produtos alimentares da Herbalife (ver aqui o outro artigo) e infelizmente hoje volta a não ser pelas melhores razões, embora não o faça por perseguição a verdade é que quando olhei para a lista de ingredientes da barra de proteína desta marca, fiquei assustado. Acho que nunca vi tanto ingrediente num só "alimento" e de tão baixa qualidade.

Se não vejamos:

Ainda pensei em contar a quantidade de ingredientes, mas quando ultrapassei os 40...desisti!

Resultado disto tudo? Temos um alimento ULTRA-PROCESSADO, com gorduras hidrogenadas (ver na lista: "Margarine: Canola, Soybean oil, Palm Oil" / "Mono- and Diglycerides" - este ingrediente é o que aparece em todas as margarinas e nesta barra até aparece 2 vezes na lista de ingredientes.

Hydrogenated Stach Hidrolysate não é mais que amido hidrogenado e que resulta de uma mistura de álcoois de açúcar que servem para dar consistência à barra e ao açúcares nela contida: Dextrose / Oligofrutose / Polydextrose / Maltodextrin.

Maltitol, é outro álcool de açúcar e aqui é utilizado para manter a doçura da barra (tem 70 a 90% a doçura do açúcar) e que permite manter baixa a quantidade de açúcar na tabela da informação nutricional do produto. É encontrado também em chocolates e produtos de panificação. Principal ponto negativo deste ingrediente é que é maioritariamente proveniente de milho ou trigo geneticamente modificado e (tal como este produto final) é um ingrediente altamente processado.

Depois de ler a interminável lista de ingredientes, só faltava ler as indicações de uso:


"One or Two bars per day for healthy snacking and wheight loss"

INACREDITÁVEL!!

Talvez o nome correcto para este "alimento" será: Margarina Proteica (ou será Margarina de Hidratos de Carbono)?? Sim mesmo com toda a tecnologia alimentar usada neste produto ultra processado a quantidade de HC continua a ser superior à quantidade de proteína!!





A Informação nutricional desta barra pode ser visto no site oficial da Herbalife:
http://catalog.herbalife.com/Catalog/en-US/Weight-Management/Snacks/Protein-Bar
http://az31823.vo.msecnd.net/content/en-us/pdf/catalog/120906_sku0247_us_label.pdf

As opiniões aqui contidas apenas reflectem apenas e só opinião da JunkFood Unmask.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Corrida...Suplementação & Alimentação!! PARTE I

Não há dúvidas nenhumas que a corrida tem ganho muitos adeptos e isso constato a cada vez que me dirijo perto de uma praia. E se a isso juntarmos a febre que há em volta de tudo que é corrida organizada e paga ( a peso de ouro, diria eu) onde a adesão é enorme então percebemos a dimensão que tem esta prática desportiva em Portugal.

Este artigo, tem o intuito de orientar estes mesmos corredores que por falta de conhecimento ou alguma contra-informação não conseguem ter uma alimentação direccionada ao seu objectivo.

O primeiro ponto que devemos ter em conta é desde já fazer a destrinça do seguinte
  1. Correr, com intuito de melhorar a Performance
  2. Correr, para melhorar a composição corporal
São dois objectivos distintos e que devemos ter, desde logo, bem definido para que possamos fazer as escolhas correctas na nossa alimentação.


Esta primeira parte do artigo irá se debruçar sobre o primeiro ponto: PERFORMANCE!!

Se o objectivo é treinar, competir para melhorar o seu desempenho, terá de ter atenção ao seguinte:

Hidratos de Carbono. Ora, sei que o que o "atleta" já ouviu falar em alimentos como a Massa, ou Pão ou até marmelada, mas esses não são os melhores fontes de hidratos de carbono para usarmos antes do treino/prova. Opte por arroz basmatti, arroz selvagem, batata doce, aveia.
Já durante o treino pode optar por HC com um CG mais elevada, como o banana madura, marmelada, gel, isotónicos (com maltodextrina/ou vitargo/ou dextrose)

Descargas e Cargas de Hidratos. Pois bem, este é um truque usado por atletas de fundo ( a primeira pratica deste procedimento remonta aos finais dos anos 60) e visa colocar em prática um plano de super compesação de reservas de glicogénio. E isto acontece porque esta depleção de gicogénio desencadeia uma resposta adaptativa do corpo que reage à ausência/redução dos HC na dieta, com um poder acima do normal por parte dos músculos e do fígado de reservar glicogénio (quando a ingestão de HC é procedida de uma depleção de HC grande.)

Proteína. É talvez o macro-nutriente mais negligenciado por parte dos atletas. Ovos, Carne, Peixe use e abuse na refeição pré-treino (1h30 / 2h antes do treino/prova), juntamente com os HC que em cima indiquei.

Hidratação. Neste campo não podemos esquecer o poder do GLICEROL e na sua capacidade de reter água e com isso aumentar a performance (devido ao seu efeito ergogénico) e evitar a desidratação (mesmo em climas com temperaturas elevadíssimas)
Ver estudo: aqui

Gordura. Em momentos que antecedem o treino/prova o óleo de coco (através do ácido laurico) são é grande ajuda a nível energético, pois não só poupa as reservas de glicogénio como ao passar em primeiro lugar pelo fígado é um excelente fonte de energia imediata.

e não esquecer o mais importante: A recuperação!

A recuperação deve ser feita no instante a seguir ao fim da treino/prova e com uma combinação dos seguintes suplementos:
  • Proteína Whey
  • Maltdextrina/ou Vitargo
  • Banana Madura
  • Creatina
  • Glutamina
  • Bcaa´s

**As quantidades irão sempre variar em função do tempo de duração da prova, do sexo do atleta, do peso, etc....

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Iogurte Grego: O que É real...E o que NÃO é!!! O verdadeiro - Parte III

Iogurte Grego: O que É real...E o que NÃO é!!! É um dos temas que mais artigos tem aqui no blog e isto porque a quantidade de imitações deste "tipo de iogurte" não param de chegar ao mercado.

Hoje o tema servirá para vos mostrar o que é um verdadeiro iogurte grego:


Este é sem dúvida o meu iogurte "verdadeiramente" grego preferido, é feito sem qualquer ingrediente adicional, desde conservantes, espessantes, estabilizadores, leite em pó ou qualquer outra "ferramenta" usada noutros iogurtes "tipo" gregos, que os usam para criar um produto final menos dispendioso a nível financeiro, mas parecido (a nível sensorial) do verdadeiro iogurte grego. Já a qualidade nutricional, essa é (muito) inferior.

Este Fage - Iogurte grego é mais grosso e mais cremoso que um iogurte "normal" e isso porque tal como referi na Parte I deste artigo, "...é retirado ao iogurte toda a parte aquosa que permanece quando o leite é colhado o que por um lado o torna mais espesso e cremoso dando a consistência que fica entre o iogurte e o queijo mas preservando o travo amargo do iogurte".

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Em Defesa dos Ovos...Melhoria da Sensibilidade à Insulina & Melhoria do Perfil das Lipoproteínas

Não é por acaso que falo várias vezes deste alimento, nem é por acaso a importância que lhe dou na elaboração de planos alimentares.

Dado ser um dos alimentos mais injustiçados, vejo-me na obrigação de vos mostrar mais um estudo cientifico, a confirmar o que tenho sempre dito em relação a este alimento.

O estudo é de 2013 e pode ser visto aqui: Whole egg consumption improves lipoprotein profiles and insulin sensitivity to a greater extent than yolk-free egg substitute in individuals with metabolic syndrome.

O que nos diz este estudo (para o fã mais acérrimo do blog não é novidade, afinal tudo isto tem sido dito aqui) é que o ovo completo (gema+clara) melhora o perfil das lipoproteínas e também melhora a sensibilidade à insulina (factor determinante para quem quer perder gordura) do que apenas o consumo da clara do ovo.

Se aliarmos o consumo do ovo completo à restrição dos hidratos de carbono (algo que também não me canso de referir) chegamos à conclusão que o estudo chegou: Há melhoria no HDL e LDL, melhoria na resistência à insulina e o nível de insulina no plasma, também baixou!!

ver artigos relacionados:


Facto a ter em conta:
- Cerca de 80% do colesterol que é medido nas suas análises é produzido pelo fígado. E ao contrário do que é dito, o colesterol alimentar reduz a produção de colesterol no organismo (American Heart Association January 23, 2008)


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Muscletech Platinum 100% Whey...Product Review!!

A Muscletech, há muito que nos habituou a ter nos seus suplementos rótulos brilhantes, bonitos e que se distinguem de todos os outros em qualquer prateleira que tivessem expostos.


Além de todo o aparato, o que salta à vista é o "Award" que ganharam: Award Winning Taste. Antes de perceber que ingredientes realmente tem esta proteína, foi algo que não me suou bem, pois para ter um sabor fabuloso (como acho que deve ter, para ser merecedor deste "award") alguns ingredientes extra terão de ser adicionados à proteína. E é aqui que começa a nossa análise ao produto.


Ora o aparato todo da embalagem (e o custo do produto a rondar os 60€) faz parecer que estamos na frente de um suplemento de grande qualidade, mas a realidade aqui é outra se não vejamos:
  • Baixo nível proteico, apenas 70%.
  • Blend básico, com isolado e concentrado. Igual a tantas outras marcas onde o preço justo ronda os 45€.
  • Longa e interminável lista de ingredientes extra à proteína, conto 18 ingredientes a ocupar espaço que deveria estar reservado para a....PROTEÍNA!
  • Mono- e Di- Glicéridos são ingredientes que são usados (nada mais, nada menos ) nas margarinas vegetais. E o intuito é de fornecer ao batido uma cremosidade "tipo sorvete" e também para prolongar o período de vida do suplemento/alimento. Estes ingredientes têm um nome: Gorduras Trans.
Listagem de ingredientes da Margarina Becel, onde se pode ver o uso do mesmo Mono- e Di- Glicéridos.
Dito isto acho que já nem vale a pena falar da qualidade (ou falta dela) de todos os outros ingredientes. Fiquei a perceber o porque deste batido ter ganho um prémio onde sobressaiu pela qualidade de sabor e textura. Mas qualidade de sabor não é sinónimo de qualidade de ingredientes e este caso é bem prova disso mesmo.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Níveis de Açúcar no Sangue em Jejum..bom medidor de sintomas como a diabetes e a obesidade?


O assunto não é novo aqui no blog, mas sendo um assunto chave na ligação a todas as doenças metabólicas vale a pena voltar a ele.

De facto os níveis de açúcar em jejum podem não ser bons medidores da sua saúde nem um indicador da qualidade da sua dieta.

Casos em que pessoas com uma alimentação rica em alimentos processados e açúcares mas que apresentam níveis pouco elevados em jejum de açúcar no sangue, não são raros. Menos raros ainda são os que apresentam níveis pouco elevados de açúcar no sangue (em jejum), mas que por sua vez apresentam níveis elevados de insulina em jejum.

Ora tendo os níveis de açúcar baixos em jejum e por sua vez níveis altos de insulina (em jejum), significa que o pâncreas está a fazer um grande esforço e a ser sobrecarregado para conseguir manter esses níveis. E em fases inicias (entre outros, da diabetes tipo II) o primeiro sintoma acaba por ser a medição elevada da insulina e não dos açucares. Isto significa que o seu pâncreas produz insulina mas que o seu corpo não a está a usar de maneira correcta, no fundo os receptores da insulina perdem sensibilidade e para uma determinada quantidade de glucose o pâncreas terá de produzir mais insulina para fazer correctamente o seu trabalho de transportar a glucose do sangue para as células.


Com base nisto podemos afirmar, que antes dos níveis de açúcar elevados no sangue, que antes de sintomas da diabetes (e de muitas outras doenças), surgirá como máximo indicador os níveis (elevados) de insulina em jejum. E isto de um modo geral pode se afirmar que quanto mais baixo forem os níveis de insulina melhor, já que níveis elevados estão directamente relacionados com ganho de gordura, retenção de água, pressão arterial elevada, diabetes tipo II, com défice cognitivo (ver aqui), com o cancro (pelo acção da insulina nas células tumorais como um factor de crescimento. Não é novidade que estratégias nutricionais sejam adoptadas como adjuvante terapêuticos para alguns cancros. Há até um estudo (ver aqui) que relaciona a resistência à insulina com a gordura abdominal e o risco de contracção do cancro da mama.


sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Fiambre Nobre "Cuida-t +".. o fiambre saudável??


Já aqui escrevi o que penso acerca do Fiambre (pode ver o artigo: Aqui), mas após toda a publicidade que vi em volta deste produto alimentar, surgiu-me de novo a curiosidade. Mas afinal que terá de novo este fiambre?

Escolha saudável: Sem Glúten, Sem Lactose, Teor de Sal Reduzido. Isto chega para ser saudável?? Para a fundação Portuguesa de Cardiologia, parece que sim!!
Mas aqui pensamos de maneira diferente. Eis a lista de ingredientes:

Ingredientes: Carne de perna de Suíno, água, antioxidantes, dextrose, estabilizadores, sal, açúcar (mais um, nos primeiros 7 ingredientes desta alimentos surgem 2x açúcar??!!), cloreto de potássio, aroma(?????), conservante.
Acho que esta lista de ingredientes contraria a Fundação Portuguesa de Cardiologia. Não basta ser Sem Glúten, Sem Lactose e com Baixo Teor de Sal para ser saudável!!!

Este é mais um produto alimentar com um nome comercial que induz em erro um publico desinformado!!

Penso até, que o rótulo "Sem Glúten" é o novo "light". Está na moda!!
Fique sem comer glúten mas não coma "Sem Glúten". Isto é, os brócolos ou os ovos, a título de exemplo não têm glúten, mas não se vê publicidade "a gritar" aos nossos ouvidos "SEM GLÚTEN". Já este tipo de produtos alimentares, como o que aqui desmascaramos, fazem disto bandeira....

terça-feira, 7 de outubro de 2014

INFLAMAÇÃO Parte II / Óleos Vegetais


Ainda no último artigo que escrevi no blog |ver aqui| referi o impacto que uma alimentação (quando feita repetidamente) em alimentos inflamatórios tem no nosso organismo.

Num outro artigo |ver aqui| referi a importância do Omega-3 e da discrepância que existe actualmente no consumo de Omega-3 e Omega-6.

O que pretendo informar aqui é a influência dos óleos vegetais para actual discrepância no rácio Omega3/Omega6:


Há fontes extraordinárias de Omega-3, nas carnes vermelhas (quando não alimentadas a ração de milho e soja) no Marisco e em vários peixes gordos (selvagens), que nos ajudam a reverter o alto índice de Omega-6 (à custa da comida industrializada, que usa os óleos enumerados para tudo que é alimentos processados, de tal maneira que os óleos vegetais são já a principal fonte de gordura do povo ocidental). Gordura esta que ajuda a favorecer a inflamação que temos vindo aqui a falar.

Já em contrapartida o Omega-3 ajuda a contrabalançar o efeito prejudicial dos inflamatórios Omega-6.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

INFLAMAÇÃO Parte I / Mecanismos das Doenças Cardiovasculares

As doenças cardiovasculares, incluindo doença cardíaca, doença vascular e aterosclerose são as ameaças mais críticas da saúde global.

As doenças do coração são uma das principais causas de morte na sociedade ocidental e existe a crença ampla que este tipo de doenças são um simples processo de acumulo de gordura na superfície das paredes das artérias (foi a partir desta crença que a gordura começou a ser banida da dieta e ainda hoje médicos e a maioria dos nutricionistas recomendam dietas low fat. Temo é envergonhá-los com os 3 a 4 ovos que como diariamente). O processo que leva a esse acumulo de gordura nas artérias, tem um nome e chama-se: INFLAMAÇÃO!




A inflamação, nem sempre é uma reacção negativa, pode até ser um sinal de que o corpo está a tentar defender-se de algo que lhe parece prejudicial (como por exemplo quando temos uma entorse num pé, a inflamação reduz a amplitude do movimento do pé, para que este recupere e se restabeleça totalmente). O problema aqui é quando esta inflamação se descontrola. Se o nosso corpo estiver, de uma forma constante, a ser atacado por alimentos inflamatórios,  a resposta inflamatória perdurará e irá se espalhar pela corrente sanguínea. Pela (pobre) qualidade dos alimentos predominantes nas culturas ocidentais (alimentos processados em abundância), a população que segue um estilo de vida ocidental está de uma forma geral em risco, sobretudo em doenças associadas a doenças cardiovasculares, cancro, diabetes, Alzheimer e até artrite (afinal os medicamentos vendidos para a artrite, são anti-inflamatórios).

O que se começa a desvendar (felizmente!!!) é que a doença coronária está muito mais relacionada com a inflamação do que propriamente com o colesterol elevado (daí a justificação que a Aspirina e as suas propriedades anti-inflamatórias serem benéficas para a redução de enfartes e AVC´s.) e isso pode ser visto com clareza neste estudo, que em jeito de resumo nos diz que que a redução do risco (do enfarto do miocárido) no uso da Aspirina está directamente relacionada com um nível mais baixo da proteína C-reactiva, levantando a possibilidade de que os agentes anti-inflamatórios podem ter benefícios clínicos na prevenção de doenças cardiovasculares.

E agora pergunto eu, e isto não seria tudo mais fácil de evitar com uma simples mudança na dieta?

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Iogurte Grego: O que É real...E o que NÃO é!!! Parte II - Fake #1

Depois de na primeira parte do artigo "Iogurte Grego: O que É real...E o que NÃO é!!!" vos ter apresentado as diferenças entre um Iogurte Grego original e os "iogurtes Gregos" que temos visto nos nossos hipermercados, hoje chegou a vez de começar apresentar exemplos de más imitações de iogurte grego que vou encontrando nos hiper/supermercados que vou passando.

Hoje começamos pela iogurte da marca Pingo Doce:


Este iogurte é o típico iogurte que tinha referido na Parte I deste artigo, se não vejamos a lista de ingredientes:

Lista de Ingredientes: Leite pasteurizado, Nata, Açúcar, Lactose e Proteínas do Leite, fermentos lácteos. 
Ingredientes com Nata e as Proteínas do leite servem para imitar a tal textura e sabor do Iogurte Grego Original. Já nem falo no açúcar e na lactose aqui presente....

O efeito vantajoso de um grande numero de culturas vivas ( L. Acidophilus, Bifidus, L. Casei,etcdo iogurte grego perde-se nesta fórmula pela inexistência da extracção do soro (e com isso menos concentração de leite) e consequente compensação (a nível de textura e sabor) de ingredientes como os que referi.

Este é portanto um iogurte que deveria se chamar "tipo grego", porque de Grego tem realmente pouco.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Jejum Intermitente...Diferentes Pontos de Vista!

Não há dúvidas que dietas com longos períodos em jejum está na moda, sobretudo para perder gordura de uma forma mais eficaz. Mas será esta moda, uma dieta sustentável ou saudável sobretudo em atletas cujo stress induzido pelo treino é elevado?


Como em quase qualquer "dieta" nova que aparece há desvantagens. Desvantagens essas que por vezes são de tal maneira graves que poderão ditar  que seja apenas mais uma "moda" passageira.

O jejum, pode ser prejudicial sobretudo para atletas altamente treinados por várias razões:
  • Refeições à volta do treino são fundamentais e têm uma estreita ligação com o desempenho, recuperação e ganho de massa muscular
  • O jejum aumenta a sensação de fome e isso pode se traduzir com dificuldade em cumprir o jejum, assim como aumenta o potencial para o excesso de consumo de alimentos quando estes se tornam disponível.
  • O jejum diminui o equilíbrio estático e dinâmico e pode aumentar o risco de lesões. 
  • Caos hormonal, sobretudo para a mulher e que assume muitas vezes a forma de Acne e Menstruação irregular
Comparação de resultados de medidas físicas entre ensaios sem jejum e em jejum. *jejum superior a 12h!

Há várias dietas de Jejum desde a dieta do Warrior, à dieta com jejum de dias alternados, etc..

O jejum intermitente, quando bem feito (há uma serie de mecanismos que se devem iniciar neste período) , é uma arma incrível para a perda de gordura, mas não deverá ser usada por todo e qualquer atleta, sobretudo as que referi por terem períodos de jejum muito prolongados. E digo isto porque um leve período de jejum matinal aliado ao treino antes do pequeno almoço pode, de facto, levar à perda de gordura, mas sempre pensado não na óptica de um atleta que queira manter a performance, mas sim em atletas (como o culturismo) em que procuram apenas perder gordura com base na parte estética do corpo em fases de pré-competição! Uma coisa é procurarmos uma melhor composição corporal, outra completamente diferente é procurar performance num determinado desporto.


Daí que os diferentes períodos de jejum, não são benéficos para atletas (que procuram performance) e isso pode ser visto em situações onde os atletas por "obrigações" culturais/religiosas como o Ramadão. Há até um estudo (ver aqui) em atletas de 5.000 metros sobre o efeito de jejum intermitente em períodos do Ramadão, onde concluíram que o J.I. afecta o seu rendimento!

No caso das mulheres, que estejam a pensar engravidar, a questão aqui apresentada tem outros riscos, sobretudo a nível hormonal. Pois o jejum em nada abona a fertilidade feminina (ver aqui)