quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Adipócitos Serão Apenas Células de Armazenamento de Gordura?

Tem sido negligenciado a função dos adipócitos no desenvolvimento da obesidade. Foram até consideradas passivas e com a única responsabilidade de actuarem como células armazenadoras de gordura.

Mas, o que sabemos agora é que os adipócitos não são simples reservatórios de gordura, mas são órgãos endócrinos activos e que desempenham várias funções metabólicas no organismo. Em indivíduos obesos os adipócitos têm um tamanho maior (que em indivíduos magros) e promovem a inflamação e uma libertação de uma série de factores que predispõem para a resistência à insulina.

Uma das ideias que mudou a maneira como olhamos para os adipócitos tem sido a descoberta do seu papel hormonal na regulação do metabolismo, no consumo de energia e no armazenamento de gordura.

A redução de Adiponectina pode ser causada por factores genéticos, como por estilos de vida que levam à obesidade (Má Nutrição/Falta de exercício). Esta redução tem um papel importante no desenvolvimento de resistência  à insulina, diabetes (tipo II) e doenças metabólicas

Há uma hormona (adiponectina) que é hormona responsável (entre outras coisas) por aumentar a sensibilidade à insulima (ver aqui), mas que em seres humanos com excesso de peso ou obesos as concentrações no plasma são reduzidas e relacionam-se com a resistência à insulina e a altos níveis de insulina em jejum.
As concentrações de leptina (que foi a primeira hormona identificada dos adipócitos, ver aqui), estão também altamente relacionada com o IMC. Quanto maior for o grau de obesidade, maior é também a carência do gene que codifica a leptina (é raro a deficiência de leptina em seres humanos, mas há de facto uma grande resistência dos receptores à acção desta adipocitocina). Curioso observar-se que a administração de leptina actua reduzindo a resistência à insulina (o efeito de melhorar a sensibilidade à insulina, não depende apenas da perda de peso)

Em conclusão, é agora evidente que os adipócitos não são simplesmente um armazém de gordura, são sim órgãos endócrinos activos que desempenham várias funções importantíssimas no organismo.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Bebida Desportiva: Sunquick+sal? E quando penso que já vi tudo....

Este artigo não passa de um desabafo, afinal custa ver certas situações que vou vendo com atletas que acompanho e só me resta este blog para poder......desabafar!

O que me chegou às mãos foi um plano alimentar a contemplar uma bebida desportiva (!!!?!) para um atleta de musculação.


Em primeiro ponto, não creio que seja necessário num treino de musculação beber qualquer bebida açucarada durante o treino, a necessidade de ingestão de HC deve ser assegurada (depende do caso, mas se mais não for) na refeição pré-treino e com HC complexos (Batata Doce; Arroz Basmatti, Batata Doce...)

Imediatamente após treino, um atleta de musculação tem também necessidades de ingestão de HC (rápidos) e de Proteína, para assegurar que a síntese proteica seja superior ao catabolismo e que para que haja uma correcta reposição de glicogénio, mas daí a recomendar Sunquick com sal...é não entender que 1g de HC não pode ser só vista como 1g de HC.


Ao recomendar Sunquick, o profissional de saúde tem que perceber que está a recomendar a quantidade de HC que ele achou necessário, mas que com ele leva todo o JUNK contido neste produto alimentar.

Quem mais se deve preocupar com este..."pormenor"...se não um profissional de saúde?!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Barritas de Cereias Nestlé Fitness...Fitness? - PARTE II -

Não é  a primeira vez que abordamos estas barrinhas da Nestlé, a Parte I do artigo pode ser lida aqui:
Barritas de Cereias Nestlé Fitness...Fitness? - PARTE I -

De facto causa estranheza, ou pelo menos deveria causar a quem as consome, que um produto alimentar como este que usa a palavra Fitness usar quatro tipos de açúcar:

  1. Açúcar
  2. Xarope de Glucose
  3. Xarope de Açúcar Invertido
  4. Xarope de Açúcar amarelo parcialmente Invertido

Mas o que é o Xarope de Açúcar Invertido? Porque o vemos em milhares de produtos alimentares? Pois bem o Xarope de Açúcar Invertido é feito através da divisão da sacarose (hidrolise) e posterior mistura da glucose com fructose, com inúmeras vantagens para a produção de alimentos JUNK, já que através desta inversão este açúcar torna-se mais doce e com a vantagem de se tornar mais húmido afastando a cristalização, como problema da sacarose, em produtos com este! Além disso ganha um período de vida útil mais longo. Que mais pode pedir um produtor destes alimentos?

Igualmente interessante para que seja de conhecimento geral é o uso do Fosfato Trissódico como emulssionate que é uma substância química e que também é usado em cereais, produtos de panificação e até sopa (pré-feitas). A verdade é que nunca foi provado a sua toxicidade em seres humanos, mas provou-se que é irritante para a mucosa gástrica e que o seu consumo excessivo (numa dieta ocidental de alimentos JUNK, como esta em que vivemos facilmente ultrapassa as 70mg recomendadas)  pode produzir um desequilibro de minerais que levam à perda de cálcio dos ossos (risco de osteoporose) e uma calcificação nos rins.

Osteoporose e calcificação nos rins....problemas pouco comuns(????) na sociedade de hoje em dia!

É isto que os doces industriais que não consegue parar de comer lhe andam a fazer à saúde..

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Mas Porque Motivo Devemos Comer Manteiga (gorduras saturadas!)?

Ainda há poucos dias deixei na página oficial do facebook do nosso blog, uma fotografia com a imagem de uma manteiga dos Açores.


Consumo manteiga, não só pelo extraordinário sabor que dá aos alimentos, mas sobretudo porque o consumo de gordura saturada (e o colesterol) é essencial para o bom funcionamento do nosso organismo!

A manteiga é uma alimento denso, rico em vitaminas A, E, K2 (especialmente se for de animais de pasto). Se no caso das vitaminas A e E podem ser encontradas mais facilmente, sobretudo em dietas onde se consumam alimentos completos (e não alimentos industrializados) a questão da vitamina K2é mais pertinente pois é mais rara na dieta e muitas são as pessoas que a desconhecem.
A vitamina K2 está envolvida no metabolismo do cálcio e a sua deficiência está associada não só à osteoporose (ver aqui), como a problemas cardíacos (ver aqui).

A manteiga é rica em gordura saturada (?!!!), há muito que ficou provado que não há relação entre o consumo de gordura saturada (ao contrário das gorduras TRANS) e o risco de doenças cardíacas (ver aqui).
Há até um estudo feito, que compara a ingestão de gordura saturada e a sua relação com doenças cardiovasculares e a conclusão que chegam é que que há uma grande discrepância entre a literatura cientifica real e o desaconselhamento dietético por parte dos profissionais de saúde (ver aqui).
A gordura saturada (sob a forma de manteiga, óleo de coco, gema de ovo) é essencial para o bom funcionamento do sistema imunitário e endócrino, para a produção de diferentes hormonas e é matéria prima que precisamos para manter a saúde cardiovascular e para maximizar as funções cognitivas (a maior parte do colesterol do corpo, reside no cérebro!).

Embora o consumo de colesterol e gordura saturada não aumente, necessariamente, os níveis de colesterol sanguíneos, a falta da sua ingestão pode levar a uma redução perigosa no HDL (ver aqui)

Para aqueles que falam que a manteiga é uma das principais responsáveis pela obesidade (ainda a hipótese lipídica??????) a resposta, essa não sou eu que a dou...vem na forma de estudo cientifico:

High dairy fat intake related to less central obesity: A male cohort study with 12 years’ follow-up

O resultado esse é esclarecedor: "A high intake of dairy fat was associated with a lower risk of central obesity and a low dairy fat intake was associated with a higher risk of central obesity."


A escolha de uma boa manteiga (de animais de pasto) é fundamental pois esta manteiga é muito superior à manteiga (de animais alimentados a ração de milho e soja) e essa diferenças verificam-se nos seguintes pontos:

  • No conteúdo de vitaminas (quase inexistência de vitamina K2 nas manteigas provenientes de animais que se alimentam de ração).
  • Na sua composição em ácidos gordos (rácio omega-6/omega-3).

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Ingestão de Hidratos de Carbono? Uma questão de individualidade!

A aplicação de um plano alimentar (no caso deste artigo, refiro-me à quantidade de hidratos de carbono) terá sempre (na minha humilde opinião) de ser o espelho da condição metabólica, do tipo de treino, do objectivo relativo à performance, de cada indivíduo.

Já expliquei num outro artigo, que ao ingerimos HC iremos ter um impacto nos níveis de glicemia (em que a qualidade e a quantidade determinará a reacção da glicemia), para poder ser útil ao corpo a glucose terá de ser transportada até às células (através da insulina). Chegando às células só podem acontecer 3 coisas a essa glucose:
1. Essa glucose pode ser metabolizada para obtenção de energia imediata / 2. Ser convertido em glicogénio / 3. Ser armazenado sob a forma de gordura.

O que tenho visto na realidade actual é que parece que anda tudo à procura da dieta perfeita, da dieta milagrosa e que funcione para todos. A grande certeza que tenho com os anos de experiência que vou adquirindo é que não há uma quantidade exacta deste ou daquele macro nutriente que funcione para todos. Claro que há directrizes que são universais, pelas quais tenho me debatido aqui neste espaço, como comer alimentos completos carregados de nutrientes ao invés de alimentos industrializados vazios de micro nutrientes e cheios de "LIXO".

Penso que será lógico que uma pessoa obesa, sedentária (que nunca chega a esgotar as reservas de glicogénio) e com hiperinsulinismo não terá as mesmas necessidades nutricionais que um atleta magro com boa sensibilidade à insulina que procure melhorar o desempenho! Este é um caso de dois extremos opostos, mas se preferirem posso deixar o caso de dois homens que treinem diariamente e com o mesmo objectivo: melhorar a composição corporal que tenham necessidades completamente diferentes na quantidade de HC diárias!


Se o assunto for perda de peso, claro que uma dieta baixa em HC é a melhor abordagem pois melhora não só a composição corporal como todos os biomarcadores, isso está estudado, não é apenas a minha opinião! Já a quantidade que deve ingerir, essa sim deve ser personalizada e todos os factores que referir (condição metabólica, tipo de treino, objectivo do próprio treino "recriação/ou performance") devem ser tidos em conta.

Uma coisa posso afirmar, atletas/indivíduos com uma boa sensibilidade à insulina poderão (e deverão, para poder manter intacta a massa muscular) comer uma maior quantidade de HC de que um com resistência à insulina e ter os mesmos ou melhores resultados a nível da sua composição corporal.


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Ferrero Rocher+Bolacha Maria+Pão de Leite...O que há em comum?

Antes de mais, quero esclarecer os nossos leitores que estes três produtos alimentares foram escolhidos aleatoriamente e servem apenas de "prova" para o que aqui venho falar.


Sem mais demora, o ingrediente que vos venho falar hoje e que é partilhado pelos alimentos aqui apresentados (entre outros partilhados por este tipo de produtos alimentares) é o óleo de palma.

Nome simpático este: Pão de Leite!! Quem diria que tem esta quantidade de ingredientes processados!!


Clicar na imagem, para a ampliar

Esta bolacha Maria, é sugar free (diz na frente da embalagem), mas não deveria ser antes: JUNK FREE?! Clicar na imagem, para a ampliar.

Pois bem, como pode verificar o óleo de palma está presente (em quase tudo que é produto alimentar) nestes três alimentos graças à sua natureza rica em gorduras saturadas que o torna sólido à temperatura ambiente (sendo desta forma uma gordura barata que é considerada já a substituta de outras gorduras Trans), mas qual o seu impacto ambiental? 

O tema não é novo, mas a produção de óleo de palma está a desbastar grandes áreas de floresta tropical (ver aqui) e outros ecossistemas que estão a ser destruídas para a sua plantação em Monoculturas (este tipo de cultivo arrasta consigo o problema da erosão dos solos; poluição do solo e da água, entre outros).

Este cultivo sofreu um boom à custa da versatilidade da gordura de palma. Ela pode ser usada para todo e qualquer alimento industrializado (desde estes que vos mostrei até margarinas), mas também para champô e até, imagine-se,combustíveis. 

E na nossa saúde? Porque deveremos evitar o seu consumo? Segundo este estudo levado a cabo pelo departamento da Agricultura dos estados Unidos, o óleo de palma continua a não ser um bom substituto para as gorduras trans (a verdade é que o uso de óleo de palma refinado, em vez das gorduras vegetais trans, trazem vantagens num quadro nutricional elaborado pelas empresas das diferentes marcas deste tipo de produtos alimentares. Afinal retiram a palavra trans, do seu rótulo!)
O baixo custo deste ingrediente no fabrico de alimentos industriais esconde o alto impacto que este tem nos solos, na águas e até na destruição de florestas!



sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Sopa Gourmet...Momentos Knorr!!


"Esta nova e deliciosa sopa de brócolos e couve-flor é preparada com tenros rebentos de brócolos e couve-flor cuidadosamente seleccionados, a que se mistura uma colherada de queijo mascarpone e para finalizar, um toque criativo de avelãs levementes tostadas"

Bem este é o marketing usado pela Knorr, mas será que se esqueceram de mencionar os óleos vegetais processados? Ou as 3 variedades de açúcar adicionado à sopa Gourmet?

Sempre pensei que Gourmet seria algo parecido a uma arte culinária de bons alimentos...de "haute cuisine", mas afinal...o que temos aqui é uma sopa altamente processada


Mais do que a minha opinião é um facto!! A escolha dos alimentos que fazemos actualmente deve ser uma escolha consciente. Há mais que suporte cientifico, há bases bem sólidas com constante actualização da reacção química que se desencadeia face a cada "nutriente" ingerido.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Alimentos Geneticamente Modificados. Que questões levanta?!

A utilização de organismos geneticamente modificados (OGM) começa a ser uma questão do interesse público. De tal modo que actualmente qualquer produto alimentar que contenha OGM carregam o risco de rejeição por parte do consumidor final.


Várias questões são abordadas sempre que o tema são organismos geneticamente modificados, vantagens económicas, impacto ambiental, a confiança que o público em geral tem nos procedimentos regulatórios, mas sobretudo e o mais importante qual o impacto que tem para a saúde do consumidor. Serão seguros?

O público em geral em grande parte ainda desconhece o que são OGM e outros ainda continuam a desconhecer as possíveis vantagens e desvantagens deste tipo de alimentos. Mesmo na comunidade cientifica continua a ser caso de discussão.

Uma coisa é certa os cultivos transgénicos são "novos" e a avaliação da sua segurança seria essencial para proteger o meio ambiente e a saúde dos seres humanos (e animais, que comem ração proveniente de OGM). A principal apreensão e especulação é de que os OGM são responsáveis pelo desenvolvimento cancros, alergias alimentares e resistência a antibióticos.

Há quem defenda (os principais multinacionais que produzem produtos alimentares, provenientes de OGM) que as culturas de OGM devem ser defendidas por serem uma forte opção para a produção agrícola sustentável. Mas que sustentabilidade pode ter uma agricultura baseada na energia fóssil (ver aqui)!?

O caso vai um pouco mais longe, houve um cientista Francês Serálini que é professor de biologia molecular e presidente de uma comissão independente sobre a engenharia genética (OGM) e que é conhecido por ser uma forte oposição aos alimentos geneticamente modificados que publicou um estudo nada abonatório sobre a segurança dos OGM onde concluiu que havia riscos de saúde graves (cancro, danos em órgãos como rins, fígado e coração)no consumo deste tipo de alimentos. Este estudo vem contra todas as avaliações feitas até aqui e esse facto (segundo Serálini) deve-se ao facto de estes risco apenas se detectarem em experiências superiores a 90 dias (e que nunca houve estudo algum com duração superior a esse tempo).


O que acontece actualmente é que o seu estudo foi retirado pela Food and Checical Toxicology e muito já foi dito sobre a pressão da indústria nesta decisão.

A certeza com que fico é que se dúvidas houvessem sobre a conclusão deste estudo a única atitude plausível seria pedir estudo adicionais e nunca a retração dos dados que serve para alimentar dúvidas e suspeitas.

Estes OGM podem surgir na nossa alimentação sobre a forma de alimento para os animais que comemos (ver aqui), como pode surgir em qualquer alimento processado, óleo vegetais alimentares, sobre a forma de corante, amido de milho (que é usado em milhões de produtos alimentares), ácido cítrico, açúcar (xaropde de milho com alto teor de frutose), ou qualquer outro ingrediente ultraprocessado!!

Pode até ver aqui a "lista negra" feita por um site Português no que diz respeito a óleos vegetais que usam OGM!

A questão que fica é: como saber quais e como escolher alimentos livre de OGM? A resposta essa não é fácil (embora na UE seja obrigatório a rotolagem de aliementos OGM) a verdade é que infelizmente diversas empresas continuam a comercializar os seus produtos sem a rotulagem correcta (há grandes multinacionais já multadas por não expor nos rótulos a utilização de OGM).

Pode ver aqui o comunicado por exemplo da Nestlé no seu site oficial e como diverge mediante o País. Temos comunicados distintos, um para o público dos USA e outra para o Português:

Does Nestlé use genetically modified ingredients?
A Nestlé Portugal utiliza matérias-primas geneticamente modificadas (GMO)?


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Temperos para cozinhados rápidos, que ingredientes estamos a ingerir? Ervas Aromáticas?! Alho?!

Não foi à muito tempo que no Facebook do JFUnmask apresentei uma fotografia com a lista de ingredientes do Knorr Caldo Granulado e para que todo o nosso publico a possa ver, vou colocá-la aqui também

Sal, Maltodextrina (açúcar), intensificadores de sabor como: Glutamato de Monossódico, Guanilato e inosinato dissódicos, açúcar (novamente??!), aromas??, Lactose (novamente açúcar??!), etc etc etc
Se a nível do impacto do açúcar estamos todos cientes (após tantos artigos que aqui coloquei) o problema surge quando ao açúcar se adiciona os intensificadores de sabor como o Gultamato de Monossódico. E em que problemas podemos incorrer, bem não sou eu que digo, são os estudos cientifícos:

Monosodium glutamate (MSG): a villain and promoter of liver inflammation and dysplasia. Os resultados deste estudo advertem para uma posição firme " sugerimos que o Glutamato de Monossódico deve ter o seu perfil de segurança re-examinado e ser retirado da cadeia alimentar".

Mas hoje o artigo não fica por aqui, continuando em produtos alimentares usados para temperos o que encontrei no supermercado esta semana, foi mais uma maneira "fast food" de temperar alimentos, se não vejamos:



O Amido de milho usado neste produto (como em milhares de produtos processados) é usado frequentemente como espessante pois tem o poder de engrossar até 2x mais que a farinha, também é usado em assados (como neste caso) para melhorar a estrutura e conceder alguma humidade ao assado. O amido de milho é essencialmente um HC altamente processado e é uma caloria completamente vazia pois não tem vitaminas, fibras ou minerais, gordura ou até mesmo porteínas e é portanto uma adição de calorias completamente desnecessária em temperos ou em qualquer alimento!

O açúcar e o óleo de girassol são outras das "maravilhas" aqui adicionadas...é a triste realidade que a maioria dos consumidores deste tipo de produtos alimentares desconhece.

Valerá o risco utilizar estes "atalhos" para cozinhar mais rapidamente? Ou a continuação do engano aos nossos sentidos como o palato vale tanto que nos continuamos a enganar com este tipo de produtos?