quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

100% Whey Protein - Okygen Sports. 100% Whey Protein???


Pf, consultem sempre a lista de ingredientes.

O nome desta proteína não condiz com os ingredientes.

Esta proteína não contém apenas Whey Protein, como fonte proteica!

  1. Concentrado de proteína do leite, não é a mesma coisa que whey protein (proteína do soro do leite)
  2. Proteína do trigo. Gluten diz-lhe alguma coisa?
  3. Adicionar aminoácidos à formula, conta na informação nutricional como proteína. Mas não é proteína completa
Ainda acham que isto é uma 100% Whey Protein?!

Podem ver a lista de ingredientes aqui

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Simplesmente coma comida. PARTE II

Esta será a segunda parte do artigo Simplesmente coma comida.

O problema da obesidade e da grande maioria das doenças de incompatibilidade e abundância como a Osteoporose e Diabetes não nasce apenas por já não sabermos o que deveremos comer.

O problema é também outro e debate-se por não se comparar mais alimentos reais, mas sim os macro nutrientes presentes nos alimentos, como as Proteínas, Hidratos de Carbono Amidos Açúcares, Gorduras. A comida é muito mais do que o Amido e do que a Gordura.


Comer cereais é muito diferente de comer batata doce. Comer gordura de animais alimentados com pasto é diferente de comer gordura de diferentes óleos de sementes. Comer proteínas do ovo ou do leite de vaca é também muito diferente, ver aqui. Então porquê a discussão do low carb? low fat? high protein?

Se continuarmos com estes dogmas, nunca iremos chegar a qualquer lugar ou conclusão. Pior, abrimos caminhos à industria alimentar para criar substitutos de alimentos, para que possam ir de encontro às novas modas nutricionais. Sem glúten? FÁCIL criar novos "alimentos", alias são centenas de artigos sem glúten em qualquer hipermercado que de comida verdadeira nada têm. Sem hidratos de carbono? Talvez mais fácil ainda, artigos ainda mais saborosos e ainda mais oferta. Sem gordura? Já viu a quantidade de produtos light que há num hipermercado????? Com menos calorias (As calorias apenas se referem a medidas feitas pelo calorímetro e o calorímetro não sintetiza enzimas ou possui metabolismo. É apenas combustão directa o que em nada se assemelha ao corpo humano)??

A simplificação e as regras destas directrizes, das calorias e dos macro nutrientes, são sempre apetecíveis, sobretudo a quem falta sentido crítico. E isso é o que tenho sentido por parte de quem "manda" na nutrição em Portugal. Se não vejamos o slogan "Vamos pôr a nutrição na ordem"?!? Que ordem??! A ordem das calorias e das trocas inteligentes??!

Trocas Inteligentes? 
Experimente comer..comida!

Comida de verdade não tem rótulo e a soma das suas virtudes e impactos positivos na nossa saúde vão muito além da composição isolada dos seus macro nutrientes!

Claro que a compreensão do impacto e função de cada macro nutriente é fundamental, alias não pretendo que pare de contar macro nutrientes ou calorias, mas o método em si de deixar de olhar para o alimento que temos à frente e só pensar em calorias ou macro nutrientes tem muitas limitações e contradições. Se apenas ingerirmos comida de verdade e que para a qual evoluímos como espécie grande parte dos problemas de saúde e de obesidade deixarão de existir.

Pois é, quer gostem ou não continuamos a ser símios bípedes em pleno ano de 2016, temos um corpo que é um resultado de adaptações de milhões de gerações e não um corpo produzido e programado para assimilar todas as inovações alimentares que temos a cada ano que passa.

Simplesmente coma comida.....

domingo, 10 de janeiro de 2016

Simplesmente coma comida

Simplesmente coma comida.

É evidente que temos de comer comida, afinal de contas que mais podemos comer?

A verdade é que com a paixão que tenho por tudo que envolva comida e nutrição, tenho assistido em cada momento que ajudo alguém ou mesmo nas escolhas que vejo, de uma forma particularmente atenta, por parte do comum cidadão em todos os supermercado que vou passando, ao desaparecimento da comida verdadeira. E o que vejo são produtos alimentares substitutos de alimentos, com rótulos bonitos e com sabores carregados, puxados não só por sal e açúcar mas por outro qualquer ingrediente mágico da industria alimentar.

As pessoas já pouca comida compram, ao invés disso, o carrinho de compras normalmente vai carregado com Refrigerantes, Bolachas, Gelatina sem calorias, Caldos Knorr, Pizzas e Refeições rápidas em que é só preciso colocar no micro-ondas, açúcar com sabor a chocolate (sim, porque cacau pouco têm esses chocolates!), etc etc etc. Acha que estou a exagerar? Perca um pouco de tempo e fique atento ao que se passa à sua volta enquanto aguarda a sua vez na fila de qualquer supermercado.

Para piorar toda essa situação alguns substitutos de comida muita das vezes têm uma imagem saudável e que são suportados por  uma base de conhecimento débil, como é o caso das Margarinas, Adoçantes, Pão Integral, ou de qualquer alimento "light" \ "low fat" \ "Sem Glúten", mas a verdade é que as pessoas caem nas "armadilhas" e pagam a peso de ouro por esses supostos super alimentos.

A verdade é uma, as pessoas estão confusas. Não sabem mais o que devem comer.

É o verdadeiro dilema do Omnívoro!



terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Bacon?! O que há de errado?!


Afinal de contas o que há de errado com o Bacon? Antes de qualquer resposta, acho que vale a pena perceber como é que o Bacon é produzido, para aí sim tirarmos algumas conclusões.

Como é que é produzida a grande maioria de carne de porco que nos chega à mesa?
Certamente que não é uma carne "caseira" alimentada a bolotas e só esse facto altera a qualidade da carne que consumimos (ver aqui). Mas isso não é um problema exclusivo do Bacon que nos chega à mesa, isso é um problema de qualquer outro alimento de produção intensiva tais como o Frango, Carne de Vaca, Salmão ou outro qualquer peixe de aquacultura.

Outra questão menos importante é percebermos que o Bacon é escolhido das partes com mais gordura e menos músculo do Porco. E o resultado dessa selecção é um alimento com mais gordura e menos proteína que a carne de porco "natural". Que posteriormente ainda será misturado com sal de má qualidade, nitratos (resultado de qualquer carne fumada), reguladores de acidez, açúcar (ainda que pouco), conservantes, entre outras maravilhas da industria alimentar.

Mesmo assim, estamos na presença de um alimento incomparavelmente melhor que por exemplo o fiambre (mesmo o de peru ou de qualquer outro animal.Ver aqui: Fiambre Nobre "cuida-t +" / Fiambre de Peru )


Sendo um produto pior que a carne vermelha "natural" e muito pior que qualquer carne em que o animal tenha sido criado em liberdade com acesso a pastos, posso afirmar que é uma escolha melhor que centenas/milhares de produtos que enchem as prateleiras de qualquer supermercado e que não foram alvos da Organização Mundial da Saúde. E posso desde já enumerar alguns: Bolacha Maria (Ups!), Pão (Ups!), Cereais de Pequeno Almoço (Ups!), ou qualquer "docinho" ou "chocolate" que muitas das pessoas juram não poderem viver sem comer um "pedacinho" por dia...

A lista é interminável e fazem parte do menu diária da grande maioria dos Portugueses e que de alguma maneira lhes irá afectar a saúde.

De qualquer maneira o que torna o Bacon um alimento menos apetecível do ponto de vista nutricional é a sua produção industrial. As boas notícias para todos os amantes do Bacon é que podemos, nós próprios, produzir uma versão HomeMade do Bacon e torná-lo assim num alimento de elevada qualidade.

domingo, 3 de janeiro de 2016

2016 Começa Agora...Que tal cultivar o nosso corpo?!

Haverá melhor forma de abrir o ano de 2016 no blog que citar quem nos serve de inspiração?

"A haver uma lição útil a reter com a rica e complexa história evolutiva da nossa espécie, será que a cultura não nos permite transcender a biologia. A evolução humana nunca foi um caso de triunfo de cérebro sobre músculos, e devemos ser cépticos quanto à ficção científica de que o futuro será diferente. Por mais inteligentes que sejamos, não temos como alterar o corpo que herdámos de formas que não superficiais , e é uma arrogância perigosa pensar que podemos manipular pés, células hepáticas, cérebros ou qualquer outra parte do corpo para que fiquem melhores do que aquilo que a natureza faz. Quer gostemos ou não, somos símios bípedes um pouco anafados e pelados que desejam açúcar, sal, gordura e amido, mas mesmo assim estamos adaptados para o consumo de uma dieta variada de frutos e legumes fibrosos. frutos secos, sementes, tubérculos e carne magra. Apreciamos o descanso e a descontracção, mas o nosso corpo continua a ser o de um atleta de resistência que evoluiu para caminhar, e muitas vezes correr, muitos quilómetros por dia, bem como para escavar, trepar e transportar. Adoramos muitos confortos, mas não estamos adaptados para passar o dia no interior, sentados em cadeiras, com calçado como apoio, a olhar para livros ou ecrãs durante horas a fio. Consequentemente, milhares de milhões de pessoas sofrem de doenças de abundância, novidade e desuso que costumavam ser raras ou desconhecidas. Tratamos depois os sintomas dessas doenças porque é mais fácil, mais rentável e mais urgente do que tratar causas, muitas das quais até nem compreendemos. Ao fazê-lo, estamos a perpetua um ciclo de retroacção pernicioso - a desevolução - entre a cultura e a biologia.
 Talvez este ciclo de retroacção não seja assim tão mau. Talvez cheguemos a uma espécie de estado estável em que aperfeiçoemos a ciência do tratamento das doenças de abundância, desuso e novidade. Duvido, e será tolo esperar que os cientistas do futuro venham finalmente vencer o cancro, a osteoporose ou a diabetes. Há uma forma melhor, que está disponível de imediato se prestarmos  mais atenção ao como e ao porquê de o nosso corpo ter chegado ao que é. Ainda não sabemos como curar a maior parte das doenças que matam ou incapacitam as pessoas, mas sabemos como reduzir a sua probabilidade e por vezes evitamo-las ao usar o corpo que herdámos mais como ele evoluiu para ser usado. Tal como as inovações culturais causaram muitas doenças de incompatibilidade, outras inovações, culturais podem também ajudar-nos a preveni-las. Para o fazer será preciso um misto inteligente de ciência. formação e acção colectiva.
 Tal como este não é o melhor dos mundos possíveis, o seu corpo não é o melhor dos corpos possíveis. Mas é o único que alguma vez terá, pelo que vale a pena apreciá-lo, cuidá-lo e protegê-lo. O passado do corpo humano foi moldado pela sobrevivência do forte, mas o futuro do seu corpo vai depender da forma como o usar. No final do Cândido, a crítica de Voltaire ao optimismo complacente, o herói encontra a paz, declarando: <Temos de cultivar o nosso jardim.> A isso eu acrescentaria: Temos de cultivar os nossos corpos."