sábado, 26 de abril de 2014

McDonald´s - Chicken McNuggets. O que são? De onde vêm?

Após a minha estupefacção em relação aos ingredientes das batatas fritas do McDonald´s (ver aqui), fiquei com curiosidade de destapar um pouco mais o véu em relação aos restantes "alimentos" que esta cadeia de fast-food tem para "oferecer" aos seus clientes.


Hoje dediquei um pouco do meu tempo para ver os ingredientes dos McNuggets. E não posso dizer que fiquei surpreendido, afinal é mais do mesmo, se não vejamos:


--> Não gosto de começar pelo fim, mas a verdade é uma, só de ver a lista utilizada de óleos usados para cozinhar os Nuggets....dá um certo enjoo!! Se não vejamos:
Óleo de Canola, óleo de milho, óleo de soja, óleo hidrogenado de soja (com TBHQ, que como já vimos aqui tem um efeito nefasto para a nossa saúde cardíaca) e ácido cítrico.
Utilizando estes óleos como base para uma fritura, sou capaz de afirmar que não consegueria encontrar nada tão mau quanto isto. Todos eles são óleos vegetais, extraídos de (soja e milho) plantas geneticamente modificados e cultivados sobre a forma de monocultura, criando efeitos tão maus para a nossa saúde como para a saúde do nosso planeta.

Bem mas isto foi só (só???) um desabafo, tentando agora desvendar, desmascarar e perceber a sua extensa lista de ingredientes, o que encontramos?

Frango Apenas 40-50% é de facto carne. O resto é gordura adicionada, tecido conjuntivo, osso triturado, etc) ver aqui
Amido Modificado (Espessante, usado para manter a sua forma do alimento mesmo após aquecido e sobretudo para melhorar a textura do alimento)
Levedura Seca (Quando ingerido em excesso, pode levar a uma infecção , por excesso de bactérias más nos intestinos)
Ácido Citrico (Obtido através do milho OGM, é aqui utilizado como conservante para manter o Nugget douradinho, apetitoso e com aspecto fresco)
Sal (Além de ser usado como intensificador de sabor, o sal é usado também como conservante pois à medida que aumenta a concentração de sal , as bactérias são menos capazes de crescer, o que retarda o processo de deterioração dos alimentos )
Óleo de Cartamo (óleo vegetal, gordura inflamatória)
Dextrose (açúcar????)
Fosfato de Alumínio de Sódio (Fosfato de sódio e alumínio contém alumínio, o que é prejudicial para os tecidos do corpo. Alumínio se acumula no organismo ao longo do tempo, principalmente no cérebro e ossos, de modo que os efeitos da toxicidade de alumínio aparecem gradualmente. A toxicidade do alumínio afeta negativamente o processamento cognitivo, memória e humor. É muito comum no meio ambiente, por isso é aconselhável para evitar a ingestão de alumínio, tanto quanto possível. É usado aqui como imulsionante, tornando o alimento mais suave e ainda evita a sua separação)
Fosfato de monocálcio É um aditivo alimentar que preserva o sabor dos alimentos e também melhora a sua aparência e sabor .
Calcium Lactate Usado como conservante para abrandar o crescimento de leveduras e bolores.

Posto isto, sei que haverá milhões de pessoas que continuarão a comer isto diariamente, mas em todo o caso há uma certeza que não poderemos ignorar: há uma ligação entre as doenças crónicas e a industrialização dos nossos alimentos.

O aparecimento de alimentos altamente processados, de cereais refinados; a utilização de químicos e a alteração da dieta dos animais que produzimos para obtenção de carne, o cultivo de vegetais em vastas explorações de monoculturas; a superabundância de calorias baratas e vazias provenientes de açúcar e xarope de milho, deram origem à dieta ocidental que conhecemos nos dias de hoje e que invariavelmente torna as pessoas doentes e com excesso de peso.

Factos:
1) mais de 50% dos Portugueses têm excesso de peso (as consequências estéticas são apenas uma gota no oceano);
2) já temos mais 1 milhão de diabéticos em Portugal e se pensarmos em diabetes e pré-diabetes combinadas esse número sobe;
3) 40% dos 
Portugueses adultos têm Hipertensão
4) mais de 60% das mortes na Europa em pessoas com < 75 anos são causadas por doenças cardiovasculares e cancro;

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