quinta-feira, 3 de abril de 2014

O Que Devo Comer? O Que Estou a Comer? De Onde é Que Isto Veio? PARTE II

Vamos dar então início à Parte II do "O Que Devo Comer? O Que Estou a Comer? De Onde é Que Isto Veio?".


A pergunta ficou no ar, porque raio se tornou o milho, na base alimentar do gado que criamos, como de todos os "alimentos industriais"?
A resposta essa vem em nome de uma praga: Milho Geneticamente Modificado. A grande vantagem (do ponto de vista da sobrevivência desta espécie) deve-se à capacidade deste tipo de sementes Geneticamente Modificadas tolerarem bem os Herbicidas e os Insecticidas e à sua facilidade de utilizar para beneficio próprio, como em nenhuma outra espécie, os fertilizantes sintéticos. Essa capacidade do produtor aplicar quantidades maiores de Herbicidas e Insecticidas sem que a cultura plantada morra, faz do milho GM uma máquina capaz de fornecer  sem quebras de produção toda a indústria devido às grandes quantidade produzidas pelos agricultores, que mais nenhuma espécie consegue. Desde comida industrializada, refrigerantes, pasta dos dentes, molhos, pastilhas elásticas, rações para animais, maquilhagem, perfumes e até (imagine-se) de combustíveis têm na sua composição derivados do milho.

Se a aplicação destes fertilizantes químicos permitiu que o milho crescesse sem depender do que a energia do Sol lhes fornecia nem da qualidade dos seus solos, mas sim da quantidade de azoto sintético que o fertilizante químico proveniente de energia fóssil fosse capaz de transformar em "energia" alimentar, podemos daqui perceber que o que antes era uma terra carregada de húmus (conjunto de bactérias, fungos, minhocas, que criam uma simbiose perfeita entre plantas e fungos) foi reduzido a aplicações químicas de azoto sintético, potássio e fósforo.

E o que acontece, ecologicamente falando, ao azoto sintético proveniente de combustível fóssil que não é absorvido pelo milho? Umas parte evapora-se para a atmosfera contribuindo para o aquecimento global (nitrato de amónio transforma-se em óxido nitroso, um dos gases responsáveis pelo efeito de estufa). O resto do azoto excedente arrastam-se pelas chuvas por canais de drenagem até aos rios...acabando por este azoto sintético fertilizar não só os campos de cultivo, mas até rios e oceanos, beneficiando sobretudo espécies como as algas em detrimento dos peixes, envenenando desta forma o eco-sistema marinho.

Há também que levar em conta que, a busca por uma cada vez maior produção de milho levou os produtores a produzirem milho e soja em sistemas de monocultura, trazendo por arrasto uma diminuição brutal da biodiversidade, o que antes eram quintas com cavalos, gado, galinhas, erva e milho, passou a ser uma mono-culturas de Milho com Km´s e Km´s de extensão.

Começou a era em que com tanta produção massiva e em monoculturas o milho produzido excede em larga escala a quantidade consumida pelo ser humano. E o problema chega sob duas formas:
O que fazer com o milho excedente? Acho que isto já deu para ter uma pequena ideia...
Onde criar os animais que não têm mais espaço nestas quintas, nem pasto onde possam se alimentar? (Bem, isto já será abordado na Parte III deste artigo)

Cultivo em forma de mono-cultura
Mas e para o consumidor final, que impactos terá isso na sua saúde?

O artigo continuará com mais respostas, mas teremos de esperar pela PARTE III.

2 comentários:

  1. Quero desde já felicitar pela continuação de um excelente trabalho, estou a acompanhar.

    Já agora, há uma dúvida que me afeta durante algum tempo: Quantas vezes devo treinar por semana se tenho em visto hipertrofia?

    Obrigado, cumprimentos.

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    1. Olá João.

      Desde já, muito obrigado pelas tuas palavras e por acompanhares o blog.

      Para esse tipo de questões peço-te que me envies um e-mail para:
      junkfoodunmask@gmail.com

      Cumprimentos

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