segunda-feira, 6 de outubro de 2014

INFLAMAÇÃO Parte I / Mecanismos das Doenças Cardiovasculares

As doenças cardiovasculares, incluindo doença cardíaca, doença vascular e aterosclerose são as ameaças mais críticas da saúde global.

As doenças do coração são uma das principais causas de morte na sociedade ocidental e existe a crença ampla que este tipo de doenças são um simples processo de acumulo de gordura na superfície das paredes das artérias (foi a partir desta crença que a gordura começou a ser banida da dieta e ainda hoje médicos e a maioria dos nutricionistas recomendam dietas low fat. Temo é envergonhá-los com os 3 a 4 ovos que como diariamente). O processo que leva a esse acumulo de gordura nas artérias, tem um nome e chama-se: INFLAMAÇÃO!




A inflamação, nem sempre é uma reacção negativa, pode até ser um sinal de que o corpo está a tentar defender-se de algo que lhe parece prejudicial (como por exemplo quando temos uma entorse num pé, a inflamação reduz a amplitude do movimento do pé, para que este recupere e se restabeleça totalmente). O problema aqui é quando esta inflamação se descontrola. Se o nosso corpo estiver, de uma forma constante, a ser atacado por alimentos inflamatórios,  a resposta inflamatória perdurará e irá se espalhar pela corrente sanguínea. Pela (pobre) qualidade dos alimentos predominantes nas culturas ocidentais (alimentos processados em abundância), a população que segue um estilo de vida ocidental está de uma forma geral em risco, sobretudo em doenças associadas a doenças cardiovasculares, cancro, diabetes, Alzheimer e até artrite (afinal os medicamentos vendidos para a artrite, são anti-inflamatórios).

O que se começa a desvendar (felizmente!!!) é que a doença coronária está muito mais relacionada com a inflamação do que propriamente com o colesterol elevado (daí a justificação que a Aspirina e as suas propriedades anti-inflamatórias serem benéficas para a redução de enfartes e AVC´s.) e isso pode ser visto com clareza neste estudo, que em jeito de resumo nos diz que que a redução do risco (do enfarto do miocárido) no uso da Aspirina está directamente relacionada com um nível mais baixo da proteína C-reactiva, levantando a possibilidade de que os agentes anti-inflamatórios podem ter benefícios clínicos na prevenção de doenças cardiovasculares.

E agora pergunto eu, e isto não seria tudo mais fácil de evitar com uma simples mudança na dieta?

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