sábado, 25 de fevereiro de 2017

Nordic "Stone Age" Bread - A Receita!


Nordic "Stone Age" Bread, é das receitas mais fáceis de preparar e isto porque é só juntar todos os ingredientes, mexer, colocar na forma e posteriormente no forno.

Ingredientes:
250g de Frutos Secos (usei uma mistura de Caju, Amêndoa com pele, Noz)
100g Sementes de Linhaça Dourada moída
150g Pevides de Abóbora
100g Sementes de Girassol
2 Colheres de sopa de Azeite
3 Colheres de sopa de Mel
5 Ovos

Colocar no forno a 175º, durante 60 minutos e temos o nosso "Pão" pronto!

Qualquer semelhança deste "snack" com as bolachas saudáveis para crianças é pura ficção!

#realfood!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Bolachas Dinossauros...Crianças Saudáveis!

O Slogan é este:
"Em Dinossauros estabelecemos um forte compromisso com a promoção de hábitos de vida saudáveis para as crianças, especialmente com uma alimentação variada, equilibrada e saudável e um estilo de vida activo"


Bolachas "Dinosaurus", com a colaboração da Associação Espanhola de Pediatria.



Ingredientes: Cereais 67% (farinha de TRIGO, farinha de CENTEIO, farelo de TRIGO, amido de TRIGO), açúcar, óleos vegetais de girassol alto oleico 10% e palma, sal, soro de LEITE em pó, levedantes (bicarbonatos de amónio e de sódio), LEITE em pó magro, xarope de glucose e frutose, aroma, antioxidantes (E304, E306) e vitaminas (Tiamina, Riboflavina, Niacina, Ácido pantoténico, Vitamina B6, Ácido fólico, Vitamina B12).

Tudo aquilo com que as doenças de "civilização" precisam, estas bolachas têm (1):
  1. Alta Carga Glicémica  
  2. Baixa densidade de micronutrientes 
  3. Distribuição de Macronutrientes completamente desregulada 
  4. pH ácido 
  5.  Alto potencial Inflamatório
  6. Rácio Omega-6/Omega-3 
  7. Rácio Sódio/Potássio           
Sem palavras!

Referência:

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Os Perigos de um Intestino Permeável: A porta biológica para a Auto-imunidade, Inflamação e Cancro

"Um forno cuja porta não se fecha não assa os seus pães"

O intestino humano é revestido por uma camada única de células, é também povoado por uma comunidade complexa de parceiros microbianos que são muito mais numerosos do que as células do próprio intestino.

Em condições normais, as células intestinais formam uma barreira estreita e selectiva (entrando apenas os nutrientes essenciais e comuns, porque são reconhecidos como benéficos!). Para que esses nutrientes entrem através dessa barreira é preciso que as "junções de oclusão" (que funcionam como uma ponte móvel) regulem a passagem desses nutrientes.

Quando estas "ponte móvel" é desregulada em indivíduos geneticamente suscetíveis, podem ocorrer desordens auto-imunes, inflamatórias e neoplásicas

Mas o que é que acontece com um intestino permeável?
As funções primárias do tracto gastrointestinal têm sido tradicionalmente consideradas como limitadas à digestão e absorção de nutriente, electrólitos e à homeostase da água. Uma análise mais atenta das características anatômicas do tracto gastrointestinal, no entanto, sugere que outra função extremamente importante deste órgão é a sua capacidade para regular o tráfico de macro-moléculas entre o ambiente e o hospedeiro através de uma barreira. Na condição de um intestino permeável, as junções de oclusão não conseguem ser eficientes e não se fecham na sua totalidade, abrindo espaço a uma passagem indiscriminada dessas macro-moléculas.

A zonulina é a proteína humana responsável por modular a permeabilidade intestinal(1), é ela que regula a abertura ou o fecho da barreira epitelial do intestino. Dentro dos vários gatilhos, estão identificados o glúten (gliadina) e a SIBO como os mais potentes. Em doenças auto-imunes (com a diabetes tipo I+doença celíaca) sugerem que quando o tráfico das macro moléculas é desregulado em indivíduos geneticamente susceptíveis podem ocorrer distúrbios auto-imunes (talvez através do processo já conhecido, como sendo uma das hipóteses, molecular mimicry)

Diabetes tipo I, doença celíaca, esclerose múltipla, artrite reumatóide, doenças tumorais, todas elas doenças com denominador comum: INTESTINO PERMEÁVEL!

E o que causa essa permeabilidade?
- Glúten (2)
- SIBO (small intestinal bacterial overgrowth) (3)
- Baixos níveis de Zinco e Vitamina D (a vitamina D, desempenha um papel fundamental na saúde da mucosa intestinal (4)
- Stress crónico (5)
- Anti-Inflamatórios não esteróides (6)
- Aditivos alimentares (7)
- Antibióticos
- Álcool (9)


O que nos sugere Alessio Fasanopara (maior autoridade mundial para a permeabilidade intestinal) é que esses processos podem ser detidos pelo restabelecimento da barreira intestinal dependente da função da zonulina. (10)

Referências:
1. Zonulin, regulation of tight junctions, and autoimmune diseases
2. Gliadin, zonulin and gut permeability
3. Small intestinal bacterial overgrowth, intestinal permeability, and non-alcoholic steatohepatitis
4. Vitamin D deficiency promotes epithelial barrier dysfunction and intestinal inflammation.
5. Breaking down the barriers: the gut microbiome, intestinal permeability and stress-related psychiatric disorders
6. Effect of non-steroidal anti-inflammatory drugs and prostaglandins on the permeability of the human small intestine.
7. Changes in intestinal tight junction permeability associated with industrial food additives explain the rising incidence of autoimmune disease.
8. Antibiotic Treatment Affects Intestinal Permeability and Gut Microbial Composition in Wistar Rats Dependent on Antibiotic Class
9. Alcohol, Intestinal Bacterial Growth, Intestinal Permeability to Endotoxin, and Medical Consequences
10. Zonulin and its regulation of intestinal barrier function: the biological door to inflammation, autoimmunity, and cancer.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Beta Alanina - Efeitos na Performance Desportiva

Através da bem definida e documentada acção da B-Alanina como substrato de carnosina (com grande contributo para o buffering dos iões de hidrogénio, durante exercícios de alta intensidade) a BA eleva significativamente os níveis de carnosina nas fibras musculares tipo I e II ", baixando a acumulação de hidrogénio que ocorre durante exercícios de alta intensidade e há ainda o aumento da sensibilidade das fibras contracteis.

O pH muscular baixo (a acidose muscular interfere com inúmeros processos metabólicos que irão resultar numa menor produção de energia e fadiga) e acumulação de H+ (esta acumulação está comprovado que corrompe a re-síntese de phosphorylcreatine/inibe a glicolise/corrompe a função contractil directamente) são a primeira causa de fadiga em exercícios intensos de curta duração.

+carmosina
+pH
-ioeshidrogenio
=melhor performance

Effects of β-alanine supplementation on exercise performance: a meta-analysis.

Esta meta análise mostra que a beta-alanina funciona melhor em exercícios entre 60-240segundos, se extrapolarmos e aplicarmos os resultados desta meta análise a um desporto com duração inferior a 240segundos, como a corrida dos 1500M, há melhorias em média (resultado em média das diferentes investigações presentes nesta meta análise) de 6segundos, o que poderá significar uma subida dos últimos lugares até a um lugar no pódio nos jogos olímpicos.

Dosagens
A carnosina encontra-se em altas concentrações no músculo esquelético e a sua suplementação aumenta o conteúdo de carnosina. O esudo suplo-cego de Stellingwerff (Effect of two β-alanine dosing protocols on muscle carnosine synthesis and washout) foi realizado com dois protocolos distintos (1) com doses mais elevadas durante 4 semanas, seguido de mais quatro semanas com doses mais baixas (2) com doses baixas durante as oito semanas (3) Placebo, diz-nos resumidamente, que mais importante não será tanto a quantidade ingerida num só dia de Beta Alanina, mas sim o total consumido num total das 8 semanas.

As dosagens usadas neste estudo foram 3,2g e 1,6g de BA por dia.