quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Será a Agricultura Moderna que nos está a Engordar??!!

Até o mais complicado dos problemas, pode ter uma explicação mais simples do que aquilo que podemos imaginar.

O que podemos dizer de forma resumida é que os agricultores "modernos" estão a produzir demais, sobretudo milho e soja. Alimentos esses que são transformados em ração para os animais que comemos, são usados como base para produzir todo e qualquer alimento "junk", no fundo esses excessos de produção são transformados em calorias baratas.
Ora aliar este excedente (actualmente, a produção total de alimentos/calorias seria mais que suficiente para alimentar todo o planeta. Portante já não é questão de escassez de alimentos, mas sim da sua má distribuição dos alimentos) à actual ganância que envolve o sector alimentar, que arranja sempre maneira de induzir o consumidor a consumir cada vez mais os produtos alimentares que nascem deste excedente de produção, é a razão pela qual aponto este tipo de agricultura como o principal culpado pela alta taxa de obesidade e de doenças relacionadas com ela.

Na agricultura "moderna" não há rotação nem diversificação (utilizam monoculturas), utilizam fertilizantes químicos e adubos sintéticos (com base em azoto sintético, potássio e fósforo provenientes de energia fóssil) abandonando o conjunto de bactérias, fungos e minhocas que criam uma simbiose perfeita entre plantas e fungos como forma de adubar). Com a pouca diversidade a luta contra as pragas dá-se à custa de resíduos tóxicos (que por sua vez poluem o solo e posteriormente os rios).
Além de poluir mares e rios, as lavouras profundas provocadas por este tipo de cultivo alteram a microflora e a estrutura do solo. As extensas monoculturas de soja e milho contribuem para a desflorestação e destruição da biodiversidade, tornando estas formas globais de produção numa forma de destruição massiva do meio ambiente, incluindo o aquecimento global, mostrando o fracasso do modelo de desenvolvimento baseado no consumo de energia fóssil (fertilizantes).

Ora como podemos ver a "comida" da qual dependemos é baseada em energia fóssil e com base em monoculturas (muitas das vezes com recurso a OGM), dando origem a excedentes de "alimentos"/calorias, que torna deste modo os alimentos "junk", a carne e o peixe de aquacultura com preços realmente baixos.

Conhecerão as pessoas, o custo real destas refeições???

Esta é uma das variadas acções feitas para levar o consumidor a ingerir cada vez mais calorias provenientes do excedente da agricultura moderna
Se forem analisado todos os factores ambientais, sociais, e de saúde que envolve a produção de OGM como o milho e a soja concerteza que seria proibido produzir monoculturas como por exemplo da soja (que a ingerimos diariamente sem sabermos por estar incluído em milhares de produtos alimentares. O consumo de carne barata também é a base alimentar de grande parte dos Europeus, mas o principal preço esse está a ser pago pela America Latina com a basta plantação de soja que servirá, para além da produção de alimentos junk, de ração para o gado)

Enormes extensões de floresta tropical são destruídos para dar lugar a monoculturas de soja
Para melhor compreenderem todo este negócio sugiro a leitura dos três seguintes artigos:

http://junkfoodunmask.blogspot.pt/2014/03/o-que-devo-comer-o-que-estou-comer-de.html
http://junkfoodunmask.blogspot.pt/2014/04/o-que-devo-comer-o-que-estou-comer-de.html
http://junkfoodunmask.blogspot.pt/2014/04/o-que-devo-comer-o-que-estou-comer-de_6.html

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