sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Iogurte Grego: O que É real...E o que NÃO é!!! Parte I

Já é um dos iogurtes mais falados sobretudo pelos seus benefícios e funcionalidades, mas o que não tenho visto referido é que há diferentes tipos de iogurtes gregos no mercado.



Como não há nenhuma definição legal de iogurte grego, as empresas que o produzem têm carta aberta para procurar maneira menos dispendiosas de o produzir, mantendo a textura e o sabor. O que, como podemos ver ao longo do que tenho escrito aqui no blog, não é tarefa difícil de o conseguir por parte de quem os produz.

Nada disto é novidade, a industria alimentar aproveita-se do status de superalimento que o Iogurte Grego tem e mantendo o nome do alimento produz algo de semelhante (a nível de textura e sabor) mas com custos de produção muito inferiores.

Mas então o que difere entre a maneira tradicional de produzir iogurte gregos e que os torna tão especiais e os "novos" iogurtes gregos?
Na produção tradicional de iogurtes gregos, é retirado ao iogurte toda a parte aquosa que permanece quando o leite é colhado o que por um lado o torna mais espesso e cremoso dando a consistência que fica entre o iogurte e o queijo mas preservando o travo amargo do iogurte. Tem menos açúcar/lactose (por remover os açúcares dissolvidos na parte aquosa) e mais proteína que um iogurte convencional (por ser mais concentrado), mas que por outro lado se torna num alimento caro para as empresas que os produzem na medida em que este processo de deformação exige equipamentos caros e também de muito mais matéria prima (leite) para o produzir (cerca de 4x mais leite. O que também nos remete para outras questões ambientais!!).

O que tem acontecido na maioria das versões grego e tipo grego da maioria dos iogurtes que encontramos nas superfícies comerciais é que estes produtos apresentados saltam o processo em que extraem a parte aquosa do leite e enchem o iogurte com espessantes, como o amido de milho (está em tudo que é alimento processado, INCRÍVEL), concentrados de proteínas lacteas, leite em pó, nata, entre outros, para imitar a tal textura e sabor do verdadeiro iogurte grego.

Tudo isto seria normal se o produto final não resultasse num iogurte "grego" de qualidade nutricional bastante inferior e tudo isto sem o consumidor final se aperceber.

Espero que este artigo sirva, no mínimo, para levar as pessoas a lerem melhor a lista de ingredientes de cada alimento processado que comprem. Na parte II deste artigo darei a conhecer alguns iogurtes gregos que há no nosso mercado.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Hambúrguer Ultra-Congelado, 51% Carne + 49% de...

Os alimentos pré-preparados são um alvo fácil para os consumidores, não só por serem práticos mas também por usualmente terem um preço mais acessível, mas nem sempre são uma boa solução.

O que hoje vos trago aqui é um alimento (infelizmente há às centenas, este é apenas um exemplo)que encontrei numa ida ao supermercado durante as minhas (merecidas) férias.


Prefiro sempre alimentos frescos, mas o facto de ser Ultra Congelado não nos trás grandes diferenças. A questão central aqui é a lista de ingredientes, se não vejamos:

Ingredientes: Carne de Vaca (51%), Proteínas de soja rehidratadas (30%), água, gordura de vaca, fibras de trigo, aromas, dextrose de trigo, sal, ervas aromáticas, beterraba vermelha rehidratada.
Não sei por onde começar, quando olho para a lista de ingredientes:

Se por pensar que apenas se está a comprar 51% de uma haburguer verdadeira, ou o que estará a fazer o ingrediente AROMA na lista de ingredientes. Isto sem falar na beterraba vermelha usada aqui como corante para tornar esta hambúrguer com "cara" de quem é 100% hambúrguer de vaca. E o que dizer da dextrose na carne?? Açúcar, num hambúrguer?? Ainda por cima extraído do trigo....

Muito haverá a dizer da escolha alimentar da população Portuguesa. Mas aqui o caso é muito simples de solucionar.

Porque não comprar hambúrguer no talho feitas com 100% de carne?

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Bulletproof Coffe, By #JunkFood Unmask!! PARTE I


Bem para fazer o nosso Bulletproff Coffe há apenas três ingredientes que vamos precisar:

  1. Óleo de Coco
  2. Café
  3. Manteiga (preferencialmente de animal de pasto). 
Com a junção dos três ingredientes o que nós fica a faltar é um liquidificador pois a gordura não dissolve bem na água do café.

Então nada mais fácil, após tirarmos o café teremos de juntar uma colher de sopa de óleo de coco e uma colher de sopa de manteiga e colocar tudo num liquidificador e bater. Embora as quantidades dependem sempre das necessidades de cada atleta/pessoa.

Os benefícios a nível de saúde que poderemos obter com esta bebida são múltiplos sobretudo pela acção do ácido laurico que é parte constituinte (49%) do óleo de coco.

Costumo recomendar aos meus atletas por ser um excelente aliado a nível energético, sobretudo antes do treino e em fases de perda de peso onde o nível baixo de hidratos de carbono se faz sentir.

Energia sem termos impacto na glicémia acho que se torna um dos maiores pontos a favor desta bebida, sobretudo para pessoas que queiram melhorar a composição corporal (e já nem falo em diabéticos / pré-diabéticos).

* Pode ver aqui as vantagens do óleo de coco: CLIQUE AQUI
** Pode tirar aqui as suas dúvidas sobre a gordura animal: CLIQUE AQUI / CLIQUE AQUI

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Bene Vita Shake-it. The Good Life Starts Today??!!

Eu acredito no potencial que os suplementos podem ter na nossa dieta. Uso-os e recomendo-os, mas não posso deixar de parte o meu sentido crítico, até porque o que não falta no mercado é suplementos de baixa qualidade.

O mais recente caso que encontrei foi este Shake-it da Bene Vita (que segundo sei é uma marca com um estilo de negócio em tudo parecido com o da Herbalife).

Estas foram as amostras que ontem me apresentaram.
Mas que ingredientes tem este produto?
 

39 Ingredientes? Bem, a lista extensa de ingredientes é só o primeiro impacto. Mas vamos lá tentar decifrar cada um destes ingredientes.
Proteínas Vegetais (Soja/Ervilha/Arroz), Açucares: Frutose/maltodextrina, sal (sim até sal colocaram no batido, tal e qual como qualquer chef de cozinha!!), Cloreto de Potássio (para estabilizar o batido),  Carbonato de cálcio (usado aqui como conservante), Dióxido de silício (usado em alguns batidos em pó, para evitar que haja ligações em conjunto do pó do batido), MCT, óxido de magnésio (o óxido de magnésio é usado em suplementos laxantes, porque será que está aqui?)...a lista é extensa...e tudo isto pode ser questionado numa única frase:

Mas porque será que um batido tem tantos ingredientes?
Porque não tem só a proteína e no máximo um corante, um espessante e o adoçante (no caso de batidos com sabores)?

A questão é simples de ser respondida. Se o batido tiver só proteína sai um produto mais caro para quem o produz. Na medida em que a proteína é um ingrediente muito mais caro que todo o resto do "lixo" que aqui enumerei e que aparecem neste batido. Ingredientes esses que ocupam espaço na formula e que retiram espaço ao ingrediente mais importante (e também o mais caro)

Com pior imagem ficamos deste produto quando olhamos para a informação nutricional:


50% de HC numa fórmula que supostamente é parte integrante do sistema de controlo de peso????
Se a isto somarmos os 90,00€ pagos (fora os portes de envio????) por 1105g de pó...então já nem sei o que dizer...

The Good Life Starts Today???

Bem não sei a quem se aplica este slogan, se a quem vende ou a quem compra este "suplemento".

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Fruta...Que quantidade é de mais??!

Este é um artigo, que surge no seguimento das imensas perguntas que me têm colocado relativamente à quantidade de fruta que devemos ingerir ao longo do dia.



É do conhecimento geral que a fruta é rica em vitaminas, minerais, antioxidantes e fibras. Mas o que normalmente é ignorado é que a fruta contém glicose, sacarose e fructose e todo esse açúcar aumenta os níveis de insulina no sangue (que pode levar ao ganho de gordura e em casos extremos à obesidade).

Esse mesmo açúcar é a razão pela qual aponto que muitos alimentos ricos nesse nutriente devem ser ingeridos com moderação e sobretudo ingerido à volta do treino.

Mas não é caso para ficar tão assustado é que a fruta mesmo contendo glicose ela, como referi à pouco, também contem vitaminas, minerais, antioxidantes e fibras o que faz com que a digestão do açúcar seja retardada. Ao contrário dos doces, pão, refrigerantes, massas, etc, que basicamente são fontes de açúcar puro e isentas de micronutrientes, o que faz com que entre ingerir açúcar branco e pão/massa/refrigerante não seja muito diferente, ao contrário da fruta sobretudo quando ingerida com a pele que é onde está concentrada a maioria das fibras.

Agora a questão que vocês aguardam...mas quantas peças de fruta por dia?

Eu sugiro que para comer de forma optimizada a fruta que o devam fazer da seguinte maneira: 2 peças de fruta imediatamente após o treino combinada com uma fonte de proteína (que pode ser carne/peixe/ovos ou proteína whey) e até possivelmente outro fruto na refeição antes do treino. Se a isso aliar legumes às principais refeições as suas necessidades diárias de fruta e legumes estão completamente satisfeitas.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

SAL: Danos de uma Dieta Rica em Hidratos de Carbono


O que é que o consumo de hidratos de carbono tem a ver com o sal, mais propriamente com o sódio??

Ao contrário do que possam pensar a questão do sódio dentro do nosso corpo, não está apenas ligada à quantidade de sal ingerido na nossa dieta. O sistema renal regula a excreção ou absorção do sal mediante os sinais recebidos pelo nosso corpo. Sinais esses que têm a ver com a perda de sódio através da urina e do suor, com a ingestão de sal na dieta e também com a as hormonas (insulina) que actuam sobre o rim.

A insulina, que age directamente sobre o rim, e que é segregada pelo pâncreas com a função de reduzir o açúcar circulante após uma refeição com hidratos de carbono, tem também a função de sinalizar ao rim para reabsorver o sódio (assim que há chega de glicose). Curiosamente após um jejum prolongado, a ingestão de HC conduz a um aumento tanto de glicose (e insulina) como aumenta a retenção de sódio no rim e isso mesmo pode ser visto aqui

Mas isto não é nenhuma novidade, sobretudo para quem está habituado com dietas low-carb ou cetogénicas, pois este tipo de dieta resulta (inicialmente) inevitavelmente numa perda de água e isto porque quando a insulina cai, esta permite que os rins parem de reter sódio.
O contrário também é verdade, dietas baixas em sal e ricas em hidratos de carbono podem contribuir para um aumento de resistência à insulina (e de gordura corporal). Ver aqui.

O que estes estudos que aqui apresentei nos dizem é que a redução de sódio na dieta pouco contribui para baixar a tensão arterial e podendo até levar a um aumento de resistência à insulina.
Para aqueles que treinam afincadamente têm uma maior perda de sódio (muitas vezes maior do que a ingestão diária recomendada), devem também por este motivo pensar bem antes de retirar o sal da alimentação.  

Será que devemos comer menos sal?
Se estamos a seguir uma dieta saudável com um nível baixo de hidratos de carbono (mesmo o que comem mal, como vimos, não têm assim tantas vantagens) devemos até aumentar a ingestão de sal (especialmente na hora do treino), mas sal de qualidade. Nunca o sal de mesa refinado que é bastante inferior ao sal marinho natural que contém uma quantidade significativa de sais minerais e que tem sido demonstrado que proporcionam muitos benefícios para a saúde.