quinta-feira, 26 de junho de 2014

FlapJack à JFUnmask!!

FlapJack é uma receita tradicionalmente Britânica com flocos de aveia, xarope de milho, manteiga e sal.

Vi uma barrita com o nome FlapJack numa reconhecida marca de suplementos e decidi alterar os ingredientes para torná-la num alimento saudável, mas o que não imaginava é que o resultado fosse tão bom, afinal utilizei apenas 4 ingredientes e nenhum deles é açúcar.

Os ingredientes utilizados foram:
175g. Flocos de Aveia
100g. Manteiga (usei a Manteiga Milhafre dos Açores)
50g. Coco Ralado
2. Colheres de Sopa de Mel

Modo de preparação:
Colocar as 100g de Manteiga numa tigela e juntar as duas colheres de mel. Após misturar a manteiga com o mel, juntar lentamente os Flocos de Aveia e o Coco ralado até ficar uma "massa" granulada.
Após isso colocar o preparado num travessa (previamente untada com manteiga) e colocar no forno pré-aquecido a 175º durante 25minutos.

O resultado final é este:



Posso vos dizer que esta travessa durou apenas umas horas... e foram apenas quatro as pessoas que o provaram....

A dica que deixo, é que se for para mais pessoas deve-se pelo menos dobrar as quantidades dos ingredientes, pois com as quantidades que aqui coloquei fica um bolinho (ou barritas, caso pretenda cortar às fatias pequenas) manifestamente pequeno!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

100% Beef Concentrate ScitecNutrition, Review!!



Hoje em dia, um suplemento proteico para custar acima de 50€, tem de justificar em qualidade o porquê desse preço.
E no caso desta 100% Beef Concentrate, não o justifica. Se não vejamos:


Quando compramos um suplemento proteico, esperamos que tenha uma grande dosagem deste dito macro-nutriente. O que vemos nesta fórmula é um suplemento com apenas 63%. Há no mercado suplementos com este preço que têm pelo menos mais 10 a 20% de proteína.

Os restantes ingredientes (e são muitos, diria até, demasiados) são a confirmação da fraca qualidade deste produto.
Maltodextrina, Dextrose, Sacarose (nome pomposo para esconder o óbvio: é açúcar de mesa), todos eles açúcares, que até podem ser benéficos no após treino, mas que são completamente o tipo de hidratos de carbono que devemos dispensar a qualquer outra altura do dia. Mas não deveria ser o consumidor a decidir, a hora e a quantidade de maltodextrina quer colocar no batido? Ou todos os diferentes desportos têm as mesmas necessidades? Ou terão esses mesmos atletas as mesmas composições corporais? Pois bem, acho este tipo de suplementos como nome e aspecto agressivo uma obra de marketing, dirigidos "para toda a gente" mas para ninguém em específico, e com um público alvo definido: INICIANTES!! Não acredito, ou não quero acreditar, que haja atletas sérios e sabedores das suas necessidades que comprem este produtos.

Se até aqui falamos de açúcares, o pior ainda está para vir. O que estará a fazer na formula o Cloreto de Sódio? O Cloreto de sódio, é mais um nome pomposo para esconder a realidade, pois não é mais que sal refinado de mesa. E é aqui usado para intensificar e melhorar o sabor (melhorar o sabor? Mas isto é um suplemento ou é uma sobremesa???)

Se não bastasse a quantidade de açúcares e sal, ainda é adicionado mais dois adoçantes artificiais à formula.

São cerca de doze ingredientes, para termos um suplemento proteico?!?!? O que além de tirar qualidade ao produto, torna-o artificial e ainda retira espaço na fórmula ao que mais importa: PROTEÍNA!!!

Ainda que sairá num artigo posterior, posso já desvendar um pouco do pano e mostrar o que será uma proteína que mereça os tais 50 e poucos euros:


sexta-feira, 20 de junho de 2014

Salmão de Aquacultura...O Peixe Vegetariano..O Peixe Tóxico!!

O título do artigo mete medo, mas infelizmente não tenho uma forma mais suave de classificar o salmão de Aquacultura. Actualmente este tipo de cultura industrial foi a que mais cresceu no que a "produção" de alimentos diz respeito e desde 2011 superou até a produção de carne, sendo já responsável por metade do peixe que chega à mesa de toda a população mundial.

Para os mais distraídos, pode até parecer uma boa ideia este tipo de produção animal, afinal as premissas parecem realmente boas, pois a ideia de proteger espécies de peixes selvagens da pesca excessiva e ao mesmo tempo atender às necessidades nutricionais de uma população mundial que está em constante expansão agrada a qualquer defensor do nosso planeta e do ser humano enquanto espécie.

Mas, o que realmente está por trás deste tipo de produção animal?

Antibióticos concentrados, pesticidas e outros produtos químicos são utilizados para combater doenças e parasitas comuns à aquacultura, até os resíduos de peixe e alimentos que  não são consumidos produzem imenso lixo no fundo do mar, gerando desta meneira bactérias que consomem o oxigénio que é vital ao marisco e outras criaturas marinhas que vivem no fundo do oceano. 
Como qualquer produção animal industrial, este cultivo de salmão trás consigo o problema de uso de Antibióticos e Hormonas e por mais estranho que possa parecer, estes peixes, têm uma ração em tudo igual à ração dos animais que estão a ser produzidos em CAFO´s (para quem não conhece, vai obter no link informação de topo sobre esta vergonhosa forma de produzir carne), ou seja uma ração de Soja e Milho geneticamente modificado, com adição de peixes selvagens como por exemplo as Anchovas, que estão a ser pescadas para fazer face a uma cada vez maior população de peixe de viveiro. E isto traz-nos problemas de várias ordens:

Em vez de aliviar a pressão sobre os peixes selvagens, a demanda cada vez maior de alimentar uma industria (sendo já a principal fonte de peixe que nos chega à mesa) está a levar a uma sobrepesca perigosa de peixes selvagens pequenos, levando indirectamente ao declínio do número de peixes de médio e grande porte como as Baleias, Leões Marinhos, Pinguins, Focas e até de aves como o Albatroz. O impacto ambiental não se fica por aqui, pois como sabemos o resto da dieta do Salmão de aquacultura é composta por milho e soja geneticamente modificado e como referi noutros artigos anteriores, este tipo de cultivo é feito em monocultura, criando assim grandes necessidades da utilização de fertilizantes e pesticidas, que sendo GM a soja e o milho aguentam grandes porções destes dois químicos sem que isso danifique a colheita.
Actualmente o cultivo de soja e milho GM é já um dos principais contribuintes para o aumento das concentrações de metano e de óxido nitroso na atmosfera da Terra

Emissão anual de gás de efeito estufa
Para além destes perigos ambientais, há ainda o perigo de estes Peixes de Cativeiro (peixes muito maiores e pesados e que foram geneticamente modificados) escaparem (o que não é anormal) para o oceano, fazendo com que haja uma disputa desleal por comida e abrigo com os peixes selvagens.

Se a nível ambiental o custo deste tipo de cultura é já uma catástrofe, a nível do impacto directo da ingestão deste tipo de alimentos na nossa saúde não é muito diferente.
E o problema advém sobretudo, como já referi em artigos anteriores, da dieta destes peixes. Um animal carnívoro como é o Salmão, ao receber uma ração com farelo de soja/milho/(finalmente) peixes e restos de industriais de outros peixes, o rácio de omega-3 /omega-6 é completamente alterado e desviado a favor do Omega-6. Aliás não são só peixes de aqualcultura que têm o rácio desviado a favor do Omega-6, como toda a alimentação ocidental (desde as gorduras vegetais, passando por toda a carne e peixe que são alimentados a cereais e leguminosas que nos servem de alimento) que nos tem colocado num estado pós-inflamatório, arrastando com ele os seguintes problemas:


Posto isto, o foco principal deverá ser baixar o consumo de omega-6, e com isso deixar de consumir carne/peixe de CAFO´s (sim, a aquacultura pode ser considerada as CAFO´s do mar) e sobretudo óleos vegetais (por exemplo margarinas) e passar a ingerir alimentos com um rácio favorável ao Omega-3.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Starbucks...Leite Barato?!?

A Starbucks é actualmente uma das maiores e mais populares marcas de cafetarias do mundo, abrindo caminho à massificação do consumo de café, e dando ao publico ocidental (mais) uma oportunidade de consumir alimentos sem que com isso terem de estar sentadas à mesa (infelizmente diria eu).


Ao que parece a Starbucks está no foco das notícias, e tudo isto porque foi descoberto que o leite que usa nas suas lojas é oriundo de vacas que têm como base alimentar alimentos geneticamente modificados (sobretudo milho e soja) e que se ainda não chegasse para ser mau, ainda são administrados a esses animais quantidades industriais de antibióticos e de Hormona do Crescimento para aumento de produção (estimasse que há um aumento de produção 1Litro de leite por dia por animal) e que é desde 1993 ( pode ver aqui) uma droga permitida para uso em animais.

Para quem segue este blog, tudo isto não é novo, pois há muito que escrevo sobre isto, basta ler:

  1. O Que Devo Comer? O Que Estou a Comer? De Onde é Que Isto Veio? PARTE I
  2. O Que Devo Comer? O Que Estou a Comer? De Onde é Que Isto Veio? PARTE II
  3. O Que Devo Comer? O Que Estou a Comer? De Onde é Que Isto Veio? PARTE III
Tudo isto não seria demasiado preocupante se não implicasse com o futuro do nosso planeta (actualmente a agricultura dos Geneticamente modificados, cultivados em sistema de monocultura são o principal culpado pelo aquecimento global), com a nossa saúde (este tipo de cultivo, leva-nos a uma grande abundância de alimentos industrializados, sendo actualmente a principal responsável da grande maioria das doenças metabólicas). 

O que me leva aqui a escrever sobre este assunto é a minha incapacidade para perceber que realmente tudo parece ser uma questão de dinheiro, onde o impacto para a saúde e para o planeta pouco parece importar. E tudo isto é feito numa sociedade que infelizmente não sabe o que está a comer, nem tão pouco se preocupa com tal...e com isto termino o post perguntando-me: como haverá o público em geral de se preocupar com o que comem os animais que lhes servem de alimento?!? Se eles próprios não se preocupam com o que comem...

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Carga Ácida = Dietas Ocidentais, que por sua vez = DOENÇAS???

Um problema comum na maioria das sociedades industrializadas, é o facto da dieta ocidental estar a produzir o que é chamado de "acidose metabólica cronica", o que significa que estamos cronicamente num estado de acidez. Tendo o nosso corpo a missão de, a todo custo, operar num PH estável, qualquer carga ácida proveniente da dieta tem de ser neutralizado por uma série de mecanismos de produção de base homeostáticos.

A actual dieta ocidental, rica em alimentos processados, açucares, adoçantes artificiais, lacticínios, proteínas (sobretudo provenientes de "carne" animal alimentada a raçãos de milho e soja GM) está a trazer problemas adicionais para a nossa saúde. 
Embora o PH do corpo seja mantido, haverá sobretudo uma perca de massa óssea e isso acontece na medida em que o nosso corpo procura neutralizar as elevadas cargas ácidas da nossa dieta, essencialmente através de dois minerais:Cálcio e Fosforo (e também de Glutamina,podendo até, ocasionar perda de massa muscular). Estes dois minerais encontram-se maioritariamente na nossa massa óssea e o nosso corpo usa-as para neutralizar a acidez dos alimentos processados que actualmente comemos, infinitamente, dia após dia. Colocando em risco não só os Ossos como também os Rins, ao serem responsáveis pela excreção de minerais na urina.

São os rins que regulam as cargas de ácido base, ajustando os iões aos diferentes alimentos que ingerimos
Mas esta, crónica, dieta ocidental traz-nos não só desmineralização dos Ossos como também:
  1. Resistência à insulina / ver aqui
  2. Níveis altos de cortisol / ver aqui
  3. Perda de massa Muscular / ver aqui
  4. Alteração na regulação de minerais / ver aqui
  5. Possível pedra no rim / ver aqui
  6. Resistência à Hormona do Crescimento / ver aqui
Após este paradigma, é urgente equilibrar a actual dieta ocidental,evitando todo o tipo de alimentos processados e passar a ingerir mais frutas e legumes alcalinos de modo a equilibrar a ingestão de proteínas (que são alimentos ácidos).

"Sumo de Limão sem açúcar"

Esta é a maneira que costumo começar o dia. O limão é um alimento ácido, mas depois de ingerido e metabolizado torna-se alcalino. Em suma, o que torna um alimento acido ou alcalino é a maneira como se decompõe quando ingerido.

O que vos deixo aqui é uma pequena lista dos alimentos mais alcalinos:


Esta tabela é adaptada de um estudo e cada pontuação baseia-se uma porção de 100 g de alimento, sendo que quanto mais negativo o valor, mais alcalino é o alimento.


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Fiambre de Perú?! O que estamos realmente a comer?

Tal como a Bolacha Maria, as Tostas, e o pão "integral", o Fiambre de Perú aparece em quase tudo que é "dieta" elaborada por profissionais da área para perder peso (como vimos aqui) e até, imagine-se, para baixar o colesterol como escrevi num anterior artigo.

Pertence ao senso comum achar que tal alimento é saudável e benéfico para controlar o peso.

Mas, será que já "perdeu" tempo a olhar para o rótulo?
Será que mais uma vez vale a pena confiar cegamente no que nos dizem? Sem tentarmos investigar um pouco aquilo que comemos?

O que vos vou apresentar aqui não é muito animador, se não vejamos o que é na realidade o Fiambre de Perú:


Pois é: temos duas vezes no mesmo alimentos adição de dois açúcares ( Dextrose + Sacarose), Sal e com os seguintes "E´s":

E-420 - Usado aqui para estabilizar e dar volume ao fiambre. É também ele produzido através da Dextrose
E-451 - Produzido exclusivamente de um modo sintético é usado com estabilizante, mas também para tornar o Fiambre mais fofinho.
E-407 - É um polissacarídeo, e é um agente espessante e estabilizante. Pode provocar inchaço e flatulência, devido à fermentação pela flora intestinal
E-621 - Usado para melhorar e intensificar o sabor. Faria algum sentido se com isso diminuíssem o sal, mas pelo contrário, neste produto até o adicionaram!!!
E-250 - Consevante que poder ser extraído ou produzido quimicamente a partir de nitrato de sódio.Os nitritos são precursores de nitrosaminas carcinogénicas, que são formados no estômago a partir de nitritos e proteínas. Altas concentrações podem reagir com a hemoglobina. Não é permitido em produtos destinados a crianças com menos de 6 meses??!! ver aqui

Após isto, ainda acha que está a comer um alimento? Ou começou a perceber que está a comer um produto industrial carregado de açúcar, sal e químicos?

Será este produto industrial capaz de o ajudar a perder gordura?
Será este produto industrial capaz de o ajudar a manter-se saudável?

Com tantos alimentos reais e verdadeiros, porquê recorrer a estas maravilhas da ciência alimentar???

sábado, 7 de junho de 2014

Picolinato de Crómio, Qual o Seu Papel na Gestão do Peso e no Controle da Diabetes?

A eficiência reduzida da insulina é o primeiro dos sinais que precedem à diabetes tipo 2, e é essencialmente o resultado tanto do modo de vida (sedentarismo) como principalmente da dieta onde a industrialização dos alimentos e a quantidade de açúcar e calorias vazias deram o principal contributo. O primeiro sinal detectável (da resistência à insulina) pode ser visto através do aumento da concentração da insulina circulante. Como a resistência à insulina aumenta, o corpo compensa essa ineficiência com o aumento da produção e libertação de insulina pelo pâncreas, que é sempre seguida pelo aumento dos níveis de glucose no sangue. Isto repetido vezes infinitas a cada vez que há ingestão de açúcares, leva ao aumento de gordura corporal e é um sinal de alerta que precede a Diabetes tipo II e que pode levar à falência do pâncreas


O interesse no Picolinato de Crómio como coadjuvante na dieta para perda de gordura assim como para controlar a diabetes advém da sua intervenção no metabolismo da glicose, insulina e dos lípidos no sangue e já é reconhecido o seu efeito desde os anos 50 e há vários estudos a documentar isso mesmo (ver aqui).

O mecanismo de acção do Picolinato de Crómio no controlo da glucose no sangue é devida à potenciação da acção da insulina. A suplementação com Picolinato de Crómio leva a um aumento da ligação da insulina às células, devido ao número aumentado de receptores de insulina. O aumento da utilização da glicose e da sensibilidade das células beta também tem sido demonstrada, levando deste modo ao melhoramento da sensibilidade à insulina.


Aumento da sensibilidade à insulina em apenas oito semanas, com dosagem de 1000mg p/dia de Picolinato de Crómio
Um estudo de 1995, relatou até que em apenas 10 dias de suplementação com 200mcg de PC melhorou significativamente a sensibilidade à insulina (Ravina A, Slezak L, Rubal A, Mirsky N: Clinical use of the trace element chromium (III) in the treatment of diabetes mellitus. J Trace Elem Exp Med 8:183–190, 1995)
Em vários outros estudos dos anos 90, houve também relatos de decréscimo da gordura e do peso corporal em indivíduos suplementados  com PC.

Em jeito de conclusão, há boas vantagens em recorrer à suplementação com Picolinato de Crómio, tanto para melhorar a sensibilidade à insulina como (de forma indirecta) para melhorar a composição corporal .

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Dieta para Baixar o Colesterol!?!?

Não foi há muito tempo que referi aqui através do post "A Dieta do Pão e da Bolacha Maria para Perder Peso" que não são raras as vezes que me chegam planos alimentares às mãos de nutricionistas, planos esses que têm um denominador comum: Pão e Bolacha Maria!

Também já neste mesmo blog, publiquei a minha opinião sobre o tema colesterol: ver aqui. Mas o que aqui vou apresentar, trata-se muito mais que um simples "problema" de colesterol, trata-se sim de uma mal que afecta não só o colesterol, como também todas as doenças metabólicas.

Como é possível em pleno ano 2014, ainda haver quem acredite (e neste caso, passa desde médicos até nutricionistas) que o colesterol e a gordura saturada são inimigas do coração? Como não se preocupam antes com as gorduras trans, com o açúcar e com o rácio omega-3/omega-6??? Que essas sim...vão de encontro ao centro da questão: INFLAMAÇÃO!!!

E como escrevi num artigo sobre a inflamação: "(...)que realmente nos causa inflamação é a presença de hidratos de carbono altamente refinados como farinhas e açúcares encontrados em alimentos processados que fazem parte do dia-a-dia da população em geral(...)"

Pior que tudo isto que escrevi até agora, é passar à prática e perceber, o que andam aconselhar os nossos profissionais de saúde:
Plano alimentar cedido por uma pessoa que passei acompanhar. Clicar na imagem para ampliar.

Clicar na imagem para ampliar.
A questão só pode passar por aqui:
- Será que os médicos e nutricionistas sabem na realidade o que é a Bolacha Maria?
- Será que os médicos e nutricionistas sabem na realidade o que é a Margarina Vegetal?
- Será que os médicos e nutricionistas sabem na realidade o que são as Tostas?
- Será que os médicos e nutricionistas sabem na realidade o que é o Fiambre?
- Será que os médicos e nutricionistas sabem na realidade o que é o iogurte magro? Magro!?! O que é isso magro? Será que é ser sem gordura? Ou serão os sem açúcar e carregados de adoçantes?

Será que não percebem, que todos estes alimentos que aqui aconselham..não são alimentos...mas sim produtos alimentares processados? Que estão intimamente ligados (e falando apenas do colesterol) com a tal inflamação com que nos devemos preocupar???

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Cereais de Pequeno Almoço, o que realmente estamos a comer? PARTE I

Espero que este artigo seja um manual, para quem realmente quer perceber o que está a comer ou a dar de comer aos filhos, quando escolhem estes cereais para o pequeno-almoço (ou para outra qualquer refeição, já não espanta que há quem os use muitas vezes para substituir um jantar!!!)

Acho que chega a altura de dizer basta, depois de vermos em particular o caso Português que está entre os países europeus mais afectadas pela obesidade infantil, em que uma em cada três crianças é obeso ou tem excesso de peso.

O que aqui se segue é um levantamento dos "cereais" mais vendidos em Portugal, que com a (péssima) qualidade dos seus ingredientes é para mim um atentado à saúde, como poderá ver de seguida (acredite que a parte estética relacionada com a obesidade é apenas a ponta do iceberg):

Cerelac -  Farinhas 51% (trigo e trigo hidrolisada), leite parcialmente desnatado (32,5%), açúcar, óleo vegetal, substâncias minerais (carbonato de cálcio, fumarato ferroso, sulfato de zinco, iodeto de potássio), vitaminas (C, PP, E, B1, ácido pantoténico, A, B6, K, ácido fólico, biotina, D), cultura de bifidobactérias, aromatizante (vanilina).
-->37g Açúcar por cada 100g!!!

ChocapicCereais (farinha de trigo integral 31,7%, farinha de trigo 15,7% e sêmola de milho 14,3%), chocolate em pó (22,2%) (açúcar e cacau), açúcar, xarope de glucose, extrato de malte de cevada, óleo de palma, emulsionante (lecitina de girassol), sal, aromas (vanilina e canela).
-->29g Açúcar por cada 100g!!!

Clusters Chocolate - chocolate de leite (7%) [açúcar, manteiga de cacau, leite em pó, pasta de cacau, soro lácteo em pó,  emulsionante (lecitina de soja), aromatizante (baunilha)], flocos [(trigo integral e arroz), açúcar, extrato de malte de cevada , xarope de açúcar amarelo parcialmente invertido,  sal, regulador de acidez (fosfato trissódico), antioxidante (tocoferóis)], chocolate (1,8%) [pasta de cacau, açúcar, manteiga de cacau, emulsionante (lecitina de soja), aromatizante (baunilha)], agente de revestimento (goma arábica, xarope de glucose, polidextrose, óleo vegetal e ácido cítrico)].
-->29,4g Açúcar por cada 100g!!!

Estrelitas - Farinha de cereais 71,0%  (farinha de trigo integral 35,5%, sêmola de milho 35,5% ), açúcar, óleo de palma, xarope de glucose, mel (1,5%), extrato de malte de cevada, sal, antioxidante (tocoferóis), corante (ß-caroteno). 
-->25g Açúcar por cada 100g!!!

Fitness - Farinha (trigo integral 53,0% e arroz  34,2%), açúcar, xarope de açúcar amarelo parcialmente  invertido, extrato de malte de cevada, sal, xarope de glucose, regulador de acidez (fosfato trissódico), antioxidante (tocoferóis)
-->17g Açúcar por cada 100g!!!

Golden Grahams - Farinha de cereais (sêmola de milho 39,3%, trigo integral 32,1%), açúcar, xarope de açúcar amarelo parcialmente invertido, xarope de glucose, dextrose, amido de milho, óleo de palma,  levedante químico (bicarbonato de sódio), sal, aroma (vanilina). 
-->25,1g Açúcar por cada 100g!!!

Nesquik Cereais - Farinha de cereais (trigo integral 44,7%, sêmola de milho 16,9%, arroz 3,5%), chocolate em pó 19% (açúcar, cacau em pó), xarope de glucose em pó, açúcar, óleo de palma, cacau magro em pó, sal, dextrose, aromas (vanilina e canela), regulador de acidez (fosfato trissódico), vitaminas (D, niacina, ácido pantoténico, B6, riboflavina, tiamina, ácido fólico, cálcio e ferro. 
-->25,2g Açúcar por cada 100g!!!

Nestum Mel - Farinha de trigo e trigo hidrolisado (78,7%), açúcar, mel(6%), regulador de acidez (carbonato de cálcio), fumarato ferroso, aromatizantes (vanilina(, vitaminas (c, tiamina, riboflavina, niacina, acido folico, b12, acido pantotenio)
-->29g açúcar por cada 100g!!!

A lista de ingredientes de cada um destes "cereais" fala por sí, quer sejam Fitness, quer seja Cerelac ou Nestum, a verdade é que todos eles estão carregados de maus ingredientes (desde xarope de cúcar, açúcar, farinhas hidrolisadas, óleo vegetais hidrogenados, sal, corantes, aromatizantes, etc etc etc.)

Uma criança obesa está em risco de vir a sofrer de sérios problemas de saúde durante a sua adolescência e na idade adulta. Tem maior probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes, asma, doenças do fígado, apneia do sono e vários tipos de cancro. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a obesidade é das principais causas de morte no mundo que se podem prevenir. 

Ora se isto tudo, pode ser prevenido, porque não dar o primeiro passo? Passo esse que será feito em sua casa, com influência directa sobre as suas escolhas na altura de fazer as compras em qualquer superfície comercial.
O que vos deixo aqui é uma alternativa muito mais saudável para que se possam inspirar. Pode ser preparado ao domingo e terá certamente cereais muito mais saudáveis e não industrializados para toda a semana.
A receita pode ser vista aqui no blog MasterMúsculos e tem os seguintes ingredientes:
100g de flocos de aveia (finos)
50g de aveia moída
50g de Farinha de Amêndoa
60g de Maça em pó*
35g de Óleo de coco
20g de Coco Ralado (para que gosta claro)
1/2 colher de café de sal marinho
Canela a gosto
Água ou leite vegetal (coco, aveia, amêndoa) q.b.

Pode seguir aqui a receita:
http://mastermusculos.blogspot.pt/2014/05/cereais-matinais-home-made-master.html

Na Parte II, deste artigo irei apresentar os cereais que eu próprio irei preparar, não para mim (confesso que sou adepto ferrenho de uns bons ovos mexidos ao pequeno almoço) mas para ter uma alternativa para as pessoas que comigo tomam o pequeno almoço. 

Até la deliciem-se com a receita que convosco partilhei do MasterMúsculos